<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635</id><updated>2010-07-31T23:49:32.231+01:00</updated><title type='text'>Fazer Acontecer</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.phpfeeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http:///www.fazeracontecer.net/files/blogRSS.php'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php'/><link rel='hub' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6505947886170807635/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=published'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>193</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-3791892590646793955</id><published>2010-07-31T23:43:00.003+01:00</published><updated>2010-07-31T23:49:32.242+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>"Vida Inacabada"</title><content type='html'>Por estas alturas de estio costumo partilhar com os leitores crónicas mais intimistas, nascidas duma análise menos epidérmica da realidade e fruto do reencontro com nós próprios que os períodos de férias tendem a proporcionar. É nesta “categoria” mais pessoal que este texto se enquadra.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O ano que agora termina (seguindo um calendário político e académico) não foi para mim um ano fácil, como aliás também não o foi para a generalidade dos portugueses. Revejo-o como se tivesse sido um pedaço mais escarpado da escalada da vida e sinto-me gratificado por saber que estou agora num patamar mais sólido do meu crescimento pessoal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao fazer esta avaliação, absolutamente subjectiva, e ao perceber como as dificuldades nos ajudam a crescer e como os passos lentos são bem mais difíceis do que a corrida desenfreada, destapo a questão chave do sentido da vida, da necessidade de avançar, da caminhada que todos fazemos numa espiral imparável na procura da realização, da imortalidade dos pequenos gestos e dos grandes afectos e da assinatura mais ou menos ténue que ambicionamos deixar como prova de que vivemos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de Verão é também tempo de leituras. O título desta crónica reproduz a versão portuguesa do título duma monumental biografia de John.F.Kennedy escrita por Robert Dallek em 2003 e publicada em Portugal pela Bertrand em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Oferecida por um amigo há já alguns anos, a biografia de Kennedy foi permanecendo imaculada na minha estante dos livros a ler, “defendendo-se” com o peso das suas 500 páginas em letra miudinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este final de Julho a dita biografia não escapou à leitura e valeu a pena, não apenas pelo extraordinário acervo de informação histórica que contém, mas sobretudo por mostrar como o carácter, o risco, a capacidade de vencer a adversidade e as limitações próprias, fizeram de John F. Kennedy um mito e uma referência, deixando cobertos pelo pó do anonimato milhares de outros jovens americanos, tão promissores, preparados e afortunados como ele. Um mito muito reforçado pela forma trágica da sua morte e pela consciência plena da vida inacabada que viveu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que constato porém, ao ir aprendendo com o que observo e experimento, é que todas as vidas com projecto estão condenadas a ser vidas inacabadas. Há uns anos, prova de imaturidade, costumava dizer que a vida já me tinha dado muito mais do que eu esperava dela e que portanto as contas estavam saldadas entre nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pura ilusão. A vida não é uma simples conta de somar nem tão pouco uma cómoda operação de diminuir. Quanto mais a vida nos dá mais de nós exige. É uma espiral permanente para ser saboreada e sofrida até à última gota, e embora por vezes seja pareça mais tentador parar do que enfrentar os esticões e as feridas da luta, são esses esticões e essas feridas que nos dão força e ânimo para fazer da existência uma caminho com sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O exemplo de Kennedy é apenas a maior hipérbole desta intuição simples que escolhi para partilhar convosco numa crónica em registo estival, mas ainda assim não recomendável para consciências excessivamente adormecidas ou acomodadas. Mas essas consciências certamente não a leram até ao fim. Para eles esta é apenas uma crónica inacabada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-3791892590646793955?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3791892590646793955' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=3791892590646793955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3791892590646793955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3791892590646793955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3791892590646793955' title='&quot;Vida Inacabada&quot;'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2955829395454992157</id><published>2010-07-21T23:40:00.000+01:00</published><updated>2010-07-21T23:41:00.553+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Razão não Atendível</title><content type='html'>Os factos que levaram o PSD a abrir uma discussão absolutamente extemporânea sobre a revisão constitucional são compreensíveis mas não atendíveis, quando os avaliamos no quadro dos problemas económicos e sociais que o País enfrenta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Num tempo de recomeço da época futebolística é atractivo e tentador usar a metáfora desportiva para explicar melhor o que na minha perspectiva está a suceder. É esse instrumento retórico que vou usar para o tentar fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSD teme enfrentar os desafios da governação neste cenário de grande dificuldade e por isso faz tudo o que está ao seu alcance para não chutar à baliza com medo que isso acabe num golo a seu favor. Em alternativa tenta que se sucedam os “cantos” junto á baliza do adversário na pura expectativa de que um auto - golo lhe entregue em mãos a vitória sem qualquer compromisso.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta táctica de jogo é politicamente legítima mas muito prejudicial para o interesse nacional. O País precisa mais do que nunca de estabilidade na governação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabilidade não significa imobilidade. Confrontar o governo em funções com alternativas e aspirar a governar em vez dele é próprio da natureza dum partido de poder como é o PSD. Já rondar a baliza sem intenção de marcar e tentar chegar á vitória por desnorte da defesa alheia é a pior forma de gerar condições de mudança sustentável, pois mesmo que ela suceda não é ancorada num modelo programático estruturado e maduro de governação do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma não é irrelevante a forma como o PSD tem vindo a ganhar “cantos” e mais “cantos” pela esquerda e pela direita. Já aqui escrevi em texto anterior que a clarificação das diferenças entre um grande Partido como o PS que procura preservar os princípios fundamentais do Estado Social num quadro de grande dificuldade económica e outro grande Partido como o PSD que afirma a prioridade da visão neoliberal da predominância do interesse dos mercados sobre a equidade social e económica, é algo de positivo e saudável para a democracia portuguesa.          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa clarificação é positiva e devolve a responsabilidade da escolha a cada um de nós. Nenhum eleitor pode agora alegar que não vota, vota em branco ou vota em Partidos de Protesto porque os dois Partidos de poder são iguais e não se diferenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É no entanto mais estimulante que a diferenciação se faça em torno de programas alternativos de acção e não de tentativas encenadas de captura ideológica duma Constituição que deve ser por natureza uma plataforma de consenso estruturante da democracia portuguesa.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, afirmar um programa alternativo de acção, constitui uma forma de chutar á baliza! E se a bola entrar? Golo dá vitória e a vitória dá governo em terreno muito empapado pela crise global. É com medo desta eventualidade que o PSD prefere jogar noutro terreno. Mas esta é verdadeiramente uma razão não atendível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2955829395454992157?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2955829395454992157' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2955829395454992157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2955829395454992157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2955829395454992157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2955829395454992157' title='Razão não Atendível'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-9112587837891654186</id><published>2010-07-16T11:22:00.001+01:00</published><updated>2010-07-16T11:23:49.367+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Dupla Amarra (reflexões sobre a governação económica da UE)</title><content type='html'>A União Europeia, para fazer face aos ataques económicos e financeiros de que tem sido alvo e aproveitando as novas regras do Tratado de Lisboa está a desenvolver um processo de coordenação política que constitui um embrião dum governo económico europeu, visto por muitos como indispensável para consolidar a União em geral e a Zona Euro em particular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com uma recente comunicação da Comissão Europeia, e na sequência das decisões do Conselho Europeu da Primavera, os Estados Membros vão passar a ter que apresentar e validar entre eles no primeiro semestre de cada ano as linhas orientadoras da aplicação do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) no exercício orçamental seguinte e as medidas de concretização do seu Plano Nacional de Reformas (PNR) tendo em conta as metas estabelecidas para a promoção da ciência e da inovação, da educação, da política energética, do emprego e do combate á pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta amarração política entre os 27 Estados Membros da UE e em particular entre aqueles que integram a Zona Euro é uma excelente notícia e uma forma inteligente e solidária de ganhar dimensão e prevenir ataques futuros aos Países mais expostos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amarração política como aquela que foi definida tem no entanto que ser dupla para ser consistente. O compromisso comum pela chamada consolidação fiscal não deve deixar de ser complementado por um compromisso igualmente forte em torno da coesão e do crescimento económico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No actual patamar do debate europeu, esta dupla amarra ainda não está assegurada, devido em larga medida á forte maioria de governos de direita e centro direita que prevalecem hoje no espaço da União e à atitude cautelosa e conservadora da Alemanha, em tudo o que possa pôr em causa o controlo férreo da política monetária em geral e da inflação em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fragilidade da amarra em torno duma política comum de crescimento é do meu ponto de vista um erro, tal como errado seria menosprezar o valor facial da amarra pela estabilidade macroeconómica agora conseguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa sempre se desenvolveu por pequenos passos. Precisávamos agora duma dupla passada e só antevemos uma. É uma pena, mas só depende de nós, nas nossas escolhas e opções como cidadãos europeus, forçar o segundo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja normal que uma maioria conjuntural de direita consolide a amarra orçamental. Mais cedo ou mais tarde uma maioria conjuntural progressista terminará o trabalho consolidando a amarra do desenvolvimento e do crescimento e a Europa ficará mais forte e preparada para a competição global sem tréguas que caracteriza o actual quadro de globalização.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais forte para se afirmar no quadro global e mais forte para mudar algumas das regras de competição desregulada e sem parâmetros éticos e sociais sustentáveis que definem o actual contexto económico mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguimos gerar o embrião dum governo económico europeu. Lutemos agora para que ele venha também a ser o veículo de políticas com sensibilidade social e ambição inclusiva. Matar o embrião seria um retrocesso. Lutar pelo se desenvolvimento equilibrado é um combate político que vale a pena travar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-9112587837891654186?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9112587837891654186' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=9112587837891654186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9112587837891654186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9112587837891654186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9112587837891654186' title='Dupla Amarra (reflexões sobre a governação económica da UE)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-3583081088039920264</id><published>2010-07-10T11:26:00.001+01:00</published><updated>2010-07-10T11:26:43.911+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>As Diferenças</title><content type='html'>José Sócrates e Pedro Passos Coelho são dois líderes determinados e com agendas fortes, um já testado e com boas provas dadas em cinco anos de governação corajosa numa época de enormes desafios e elevado grau de dificuldade e o outro ainda a dar os primeiros passos para se preparar para esse eventual exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates e Pedro Passos Coelho têm na determinação um traço de personalidade que os une. Mas esse será talvez o único traço de união entre os dois líderes políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não se deve confundir atitude com visão e perspectiva política. Nestes domínios os líderes dos dois maiores partidos nacionais são muito diferentes, como as últimas semanas têm demonstrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto nunca o PS foi tão posto á prova na determinação da matriz social dos seus princípios e das suas práticas, tendo em conta os ventos fortes que sopram da crise global e da pressão inaudita dos mercados financeiros, nem nunca o PSD assumiu tão claramente uma agenda liberal, socialmente descomprometida e totalmente alinhada com a pura racionalidade dos interesses desses mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo entrar neste texto na análise da matéria ideológica que suporta a perspectiva que enunciei. Pretendo apenas sublinhar e enfatizar a diferença e realçar este facto novo na política portuguesa que é termos um PS e um PSD que até cooperam em questões chave do interesse nacional, mas estão claramente e marcadamente separados na forma como olham a realidade, como avaliam a situação económica europeia e mundial e como se propõem actuar em função dessa análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um facto novo, positivo, clarificador e saudável para a nossa democracia. Saber que de um lado um grande partido como o PS olha a realidade na perspectiva da salvaguarda do Estado regulador e age num quadro económico global hostil procurando encontrar vias de sustentabilidade para esse Estado com sensibilidade social e dinâmica empresarial e do outro lado, um outro grande partido como o PSD oferece aos eleitores a perspectiva dos mercados reguladores, da optimização conjuntural dos lucros, da sujeição da política às regras que melhor servem a economia de casino em que globalmente vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirmou recentemente José Luís Zapatero, por estes dias está a ocorrer uma batalha política tremenda e que no final terá um de dois resultados. Ou teremos uma economia regulada pelos estados em nome do bem comum e do interesse geral ou teremos uma política regulada pelos mercados em nome da fluidez operacional e do interesse do sector financeiro.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado deste combate político está longe de estar fechado. È um combate que tem que ser travado em todos os patamares. A boa notícia é que em Portugal ele pode ser travado com transparência, clareza e assertividade. Temos um grande partido de cada lado. Só precisamos escolher o lado de que queremos estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-3583081088039920264?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3583081088039920264' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=3583081088039920264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3583081088039920264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3583081088039920264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3583081088039920264' title='As Diferenças'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8914362321227727069</id><published>2010-07-01T23:15:00.000+01:00</published><updated>2010-07-01T23:16:47.521+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Chanceler Queiroz</title><content type='html'>Quem joga a medo nem sempre perde, mas quando isso acontece a derrota é sempre mais amarga, sensaborona e despojada de glória. Foi assim que Portugal jogou o Mundial de Futebol na África do Sul e foi assim que dele foi afastado sem rasgo e com um travo frustrante de desalento burocrático e conformismo administrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a eliminação de Portugal são águas passadas. Somos o que somos. Uma das 16 melhores selecções do mundo e que poderia ser uma das quatro melhores se não fosse o velho fado das desconformidades de atitude que nos perdem na bola e em tantas outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que me preocupa agora não é que Portugal tenha jogado á Queiroz. Jogou, está jogado. O que me preocupa, e me leva a escrever esta crónica, é que a Alemanha (não a selecção de futebol daquele País, que até ao momento em que escrevo este texto jogou sempre no risco e até lhe viu sorrir a sorte no célebre golo anulado a Inglaterra com a bola meio metro dentro da linha de meta) esteja a jogar o jogo político e económico da globalização e da liderança da União Europeia com uma táctica á Queiroz, cheia de medos burocráticos e administrativos e coleccionando derrotas sobre derrotas na cena internacional, arrastando com ela o projecto europeu e o destino de mais de 500 milhões de cidadãos de 27 países, empenhados no aprofundamento duma comunidade de paz e desenvolvimento económico e social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Chanceler Alemã tem a mesma escola do Professor. Perante a crise grega jogou à defesa, perdeu as eleições internas e falhou o controlo do sistema financeiro europeu sujeitando-o a uma pressão inusitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente empatou zero a zero na disputa pelo poder na Renânia – Vestefália, mas partiu mais frágil para o novo jogo, e embora tenha goleado uma vez por outra economias mais frágeis, expôs-se de tal forma que não passou a eliminatória da reunião do G20 e acabou a perder em casa com a rocambolesca história da eleição presidencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o insucesso de Queiroz me entristece, também as más escolhas alemãs não me alegram. Recordo-me bem do tempo das lideranças fortes do eixo franco-alemão em que o sucesso e a dinâmica germânica eram um elixir para toda a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Euro é aliás um exemplo feliz duma jogada de ataque aberto que resultou em múltiplos golos e está na origem dos contra-ataques económicos cujas sequelas ainda vivemos, e que seriam normais no jogo jogado se não fosse o recuo excessivo da defesa financeira europeia a permitir sucessivamente ressaltos e tabelas favoráveis ao adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver Obama liderar a recuperação da economia global em parceria com a China e o Brasil, por não dispor duma Europa disposta a jogar ao ataque e a ser parte da solução é um murro no estômago difícil de suportar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há “Eduardo” que nos valha se ficarmos na retranca e à espera dos pontapés de grande penalidade. A “chanceler” devia desempatar já. Se o não fizer perde ela e perdemos todos, sem honra nem glória, burocrática e administrativamente, como perdeu Queiroz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8914362321227727069?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8914362321227727069' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8914362321227727069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8914362321227727069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8914362321227727069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8914362321227727069' title='&lt;strong&gt;Chanceler Queiroz&lt;/strong&gt;'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-4238927407476728939</id><published>2010-06-27T13:08:00.002+01:00</published><updated>2010-06-27T13:10:23.769+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Noites Brancas (De Saramago a St.Petersburgo)</title><content type='html'>Foi uma viagem marcante a que me levou recentemente até St.Petersbourg. Ao aterrar na monumental Cidade Russa fundada em 27 de Maio de 1703 por Pedro o Grande, o meu telemóvel estava inundado de mensagens que anunciavam a morte de José Saramago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A viagem do aeroporto até ao hotel não pode deixar de ser uma retrospectiva cruzada entre a história duma maravilhosa cidade que já foi St.Peterbourg, Petrogrado e Leninegrado e a vida extraordinária dum personagem, que não me sendo pessoalmente simpática, marcou uma época da literatura portuguesa e exacerbou com maestria literária as contradições sociais, políticas, religiosas e até identitárias da condição de ser português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;St.Peterboug vivia por esses dias os dias mágicos em que o Sol permanece vivo noite dentro e nunca escurece verdadeiramente. Um tempo mágico designado por “noites brancas” em os milhões de habitantes recriam a história e recordam a magia da sua fundação espelhada nos reflexos do Rio Neva e nos muitos raios de luz sobre ele lançados pelos palácios, pontes e catedrais e pelos artefactos nele particularmente colocados para esta ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das noites, misturado entre as gentes em magote junto à ponte da Santíssima Trindade, tendo o fabuloso Hermitage como cenário, vi como das profundezas da história emergia uma juventude rebelde, que não me surpreendeu pelo afã com que sublinhava o momento afogada em Vodka, Champanhe, Cerveja, mas me fez pensar pela aparente incapacidade de dizer qualquer palavra que não na língua materna e por um certo alheamento do belo e do clássico, trocado pelo sentido do imediato e do sensorial forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convívio, pelo menos aparente, entre grandeza e decadência, desconstruindo o mito duma Rússia marcada sobretudo pela qualidade e disciplina da sua formação, trouxe-me de novo à memória Saramago, ele que na longínqua ilha do fogo extinto escreveu sobre quase tudo menos sobre o esmorecer da chama revolucionária da extinta URSS, hoje pairando pelas noites brancas como um fantasma que cruza o poder e a insegurança, o esplendor e o vazio, e aviva a incerteza forte sobre o papel da Rússia na nova ordem mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha viagem a St.Peterbourg terminou como começou! Com uma aterragem e um lento activar do telemóvel, logo seguido dum assalto inusitado de mensagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia contudo desta vez uma diferença. Salvo algo de inesperado eu supunha qual a razão de tantos contactos. Durante o voo decorrera o Portugal – Coreia do Norte. Foram horas de ignorância sofrida. Receber agora tantas mensagens só podia significar que não fora um jogo normal … o que teria acontecido? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Paulatinamente fui percebendo a grande noticia … os golos iam chegando, um, dois, três, quatro, cinco, seis …sete! Portugal Sete – Coreia do Norte Zero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abracei quem estava ao meu lado, significando com esse abraço uma alegria partilhada com todos os portugueses. Aquele Portugal era o mundo inteiro. Como o Portugal de Saramago, por muito crítico que dele fosse o Nobel e por muito brancas que fossem as suas noites em Lanzarote.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-4238927407476728939?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4238927407476728939' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=4238927407476728939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4238927407476728939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4238927407476728939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4238927407476728939' title='Noites Brancas (De Saramago a St.Petersburgo)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-1941395594272316066</id><published>2010-06-12T23:19:00.002+01:00</published><updated>2010-06-12T23:21:35.042+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>"Glamour" do Pessimismo</title><content type='html'>A comemoração dos 25 anos da Adesão de Portugal e de Espanha à União Europeia foi marcada por algumas trocas de opinião sobre níveis de liderança, protagonizadas por Durão Barroso e Mário Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No meio do debate, alguma imprensa nacional reportou uma ideia atribuída a fontes da Comissão Europeia, dizendo que há um certo “Glamour” do pessimismo na forma como alguns Intelectuais Europeus olham e avaliam a actual situação da Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a expressão referida é a que mais se adequa ao olhar dos intelectuais europeus sobre a Europa. Não sou intelectual no sentido em que as ditas fontes os categorizam, não estou optimista sobre a actual situação europeia, não acho a situação absolutamente nada excitante nem atractiva e estou determinado a lutar para mudar as perspectivas e torná-las menos sombrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão ficou no entanto a trabalhar no meu subconsciente e pouco a pouco fui tomando consciência que ela se adequa como uma luva à forma como os fazedores de opinião dominantes olham para a situação portuguesa! “Decidi” por isso pedi-la emprestada às ditas fontes para olhar nesta crónica sobre a realidade nacional.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as sociedades procuram as suas formas de “Glamour”, conceito complexo que reflecte excitação e atracção. Uma excitação volátil e difusa, muitas vezes baseada em factos ou contextos ilusórios ou construídos no território das percepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que excita, atrai e mobiliza uma sociedade ou uma comunidade diz muito sobre a sua vitalidade e sobre a estrutura predominante da cultura das suas elites. É por isso que o “Glamour” do pessimismo que tomou conta da sociedade portuguesa merece reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se moda discorrer sobre a “desastrosa” situação da nossa economia sem complementar o diagnóstico com qualquer contributo útil para a ultrapassar. Propor e resolver parece gerar um certo enfado ou desconforto nas pitonisas da desgraça, que se especializaram em acusar e qualificar como estando em “negação” todos os que não seguem a sua cartilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto há uma pergunta que se impõe. Quem está verdadeiramente em estado de negação? Quem assume as dificuldades e luta denodadamente para as ultrapassar ou quem se barrica nelas para nada fazer?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a situação económica mundial e europeia cruzada com as nossas dificuldades específicas coloca um enorme desafio ao nosso País. Não proponho nenhum “Glamour” do optimismo para substituir o “Glamour” do pessimismo que já faz mais ruído que uma orquestra de Vuvuzelas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho sim um código de acção para evoluirmos rapidamente dos diagnósticos enfastiados para o esforço colectivo e transformador. É disso que precisamos e é isso que temos obrigação de fazer pelo nosso País.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-1941395594272316066?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1941395594272316066' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=1941395594272316066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1941395594272316066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1941395594272316066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1941395594272316066' title='&quot;Glamour&quot; do Pessimismo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-3194358374881401976</id><published>2010-06-04T22:52:00.002+01:00</published><updated>2010-06-04T22:53:24.371+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>O Cisne da Política</title><content type='html'>O livro “O Cisne Negro” escrito em 2007 por Nassim Taleb (Editado em Portugal pela D.Quixote) foi dos livros cuja leitura mais me marcou nos últimos anos. Nesse livro, que li nas férias de 2008 e sobre o qual me recordo de já ter escrito neste espaço, Taleb discorre meticulosamente sobre o impacto do altamente improvável na gestação das dinâmicas económicas e sociais e demonstra a falência dos modelos tradicionais de predição baseados na racionalidade linear ou na projecção para o futuro de lógicas e experiências passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que Taleb publicou o seu livro (e mesmo no momento em que eu o li e comentei) a crise económica brutal que assolou o mundo e em particular a Europa era altamente improvável e no entanto sabemos hoje como ela se verificou e nos massacrou e massacra com consequências ainda impossíveis de descortinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, se dúvidas existissem quanto à prevalência do disruptivo e do improvável sobre o linear e o provável, os recentes acontecimentos à escala mundial e nacional dissiparam-nas de forma categórica.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;A grande lição do livro de Taleb e da sua evidência empírica é que em contextos complexos como aqueles em que hoje vivemos o mais provável raramente acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo sabendo isso, e mesmo tendo consciência de que o cenário político actual em Portugal era altamente improvável há um ano, há cada mais gente a traçar cenários lineares de probabilidade futura, convergindo em geral na ideia de que este governo não cumprirá a legislatura, se realizarão eleições no início de 2012 e essas eleições darão origem a uma nova maioria. Estas projecções são aliás já pasto fértil de muitas conjecturas, baixar de braços prematuros e arrogâncias matutinas.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Não sei se as conjecturas estão certas ou erradas. De facto segundo a evidência empírica de Taleb ninguém sabe. Os cisnes negros não se anunciam. Aparecem com o estilhaçar do ovo disruptor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, sabemos que na perspectiva de Nissam Taleb, validada pelos factos recentes, as conjecturas mais prováveis dificilmente se concretizam! O altamente improvável é muito mais possível de acontecer que o altamente provável, já que este é uma linha de convergência e aquele é uma espiral de possíveis divergências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicando esta leitura à política nacional, não sendo provável que aconteça o mais provável, todos os outros cenários estão em aberto. Tudo pode acontecer assim ou ao contrário, mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em boa verdade, os tacticistas que jogam nas conjecturas podem acertar ou falhar, mas só quem for fazendo acontecer com determinação e consistência dará crédito à nobreza da política e conteúdo ao mandato recebido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-3194358374881401976?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3194358374881401976' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=3194358374881401976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3194358374881401976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3194358374881401976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3194358374881401976' title='O Cisne da Política'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8056269186645479200</id><published>2010-05-30T16:04:00.001+01:00</published><updated>2010-05-30T16:06:25.477+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Grátis (como ajudar o País a sair da crise)</title><content type='html'>Tive no passado dia 27 de Maio a possibilidade de encerrar uma conferência cuja estrela principal foi Chris Anderson, autor de dois Best Sellers recentes, designadamente do livro “A Cauda Longa” editado em português em 2007 pela Actual Editora e “Free – o futuro é grátis” editado pela mesma editora em final de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São dois livros complementares e que propõem uma nova perspectiva sobre a forma como se cria valor na sociedade actual, mostrando que uma economia focada no grátis e na massificação, pode criar contextos mais favoráveis para a mudança de comportamentos de consumo e como tal para os resultados obtidos por quem massifica e oferece novas soluções ou produtos.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas palavras de encerramento procurei mostrar como esta perspectiva se pode aplicar com interesse á actual situação económica nacional e como é grátis a solução para a sua mudança, desde que cada um de nós esteja disposto a dar o seu contributo pessoal gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal apostou com o Plano Tecnológico no desenvolvimento do seu repositório de conhecimento, tecnologia e capacidade inovadora e atingiu resultados excelentes de progresso relativo, aproximando-se fortemente da média europeia no índice compósito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta evolução é uma boa notícia, mas ao mesmo tempo coloca o País perante um outro patamar de desafio e de exigência.  Sem conhecimento não se cria valor, mas o que cria valor não é o conhecimento mas aquilo que se faz com ele. Da mesma forma sem tecnologia é mais difícil criar valor, mas o que faz a diferença não é a tecnologia mas os processos e práticas que com ela se mudam. Finalmente sem inovação é difícil competir pelo valor, mas hoje em dia já não basta inovar, sendo necessário ser inovador na forma como se inova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, tendo capital social e humano, o que faz a diferença é a forma como as pessoas estão dispostas a usá-los, a confiança que partilham, os valores que assumem e sobretudo a atitude com que enfrentam as situações e as transformam em oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha tese é simples. O deficit crítico de Portugal e do qual todos os outros dependem é um deficit de confiança e de atitude. Ora a atitude é grátis. É grátis mudar o País e o seu futuro. É grátis, mas como no “Free” de Anderson é um grátis com condição! Não pode ser oferecido. Tem que ser aceite por cada um e fruído em função da sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei a minha intervenção com uma exortação que aqui repito. Mudar de atitude é a forma mais barata que existe de contribuir para enfrentar as dificuldades económicas actuais, pondo a vontade ao serviço da solução e usando todas as tecnologias disponíveis para a concretizar. Experimentem. É grátis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8056269186645479200?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8056269186645479200' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8056269186645479200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8056269186645479200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8056269186645479200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8056269186645479200' title='Grátis (como ajudar o País a sair da crise)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-6000455283284396810</id><published>2010-05-23T14:14:00.002+01:00</published><updated>2010-05-23T14:15:08.490+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Carro Eléctrico</title><content type='html'>A indústria automóvel move-se! Em primeiro lugar parece haver sinais duma retoma de procura na aquisição global de carros novos, com reflexos também em Portugal, o que constitui um sinal de potencial recuperação da economia, tendo em conta tudo o que esta indústria influencia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo há cada vez mais sinais que a crise mexeu com a própria estrutura e com as prioridades tecnológicas da indústria, hoje cada vez mais preocupada com a sustentabilidade e com a versatilidade dos seus produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal é líder no desenvolvimento dum conceito integrado para a mobilidade eléctrica, conhecido pela marca MOBI.E. Vamos ser o primeiro País a ter uma rede nacional de carregamento envolvendo os municípios e as principais áreas de serviço, com uma plataforma que permitirá aos utilizadores carregarem os seus veículos onde quiserem e receberem uma factura mensal única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Resultado desta prioridade, fomos também um dos primeiros Países a receber um investimento significativo nestas novas tecnologias (Fábrica de baterias de Lítio da Renault/ Nissan) e seremos dos primeiros a ter carros eléctricos de nova geração disponíveis no mercado, associados a um forte pacote de incentivos para a sua aquisição.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;É hoje aceite que os veículos individuais ou colectivos movidos a electricidade terão um importante papel no futuro da mobilidade e dos transportes. A discussão centra-se já não nesta tendência, mas na tecnologia ou na combinação tecnológica vencedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dado o seu posicionamento pioneiro Portugal tem vindo também a ser escolhido para o teste de outras soluções, de que é exemplo o caso dos veículos eléctricos híbridos de nova geração. O nosso País é aliás um dos países com maior penetração de veículos híbridos tradicionais e tem equipas de investigação a desenvolver soluções inteligentes para as redes de carregamento e a antecipar soluções baseadas na utilização do hidrogénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os veículos eléctricos são uma grande aposta do País porque eles permitem fazer uma combinação perfeita com a nossa crescente produção de energias renováveis, que já correspondem praticamente metade de toda a electricidade que consumimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a aposta crescente de Portugal nas energias renováveis, os nossos veículos eléctricos serão máquinas sem ruído e sem emissões de gases de efeito de estufa, nem no momento da utilização da energia, nem no momento da sua produção, movidas por uma energia nacional, limpa e criadora de riqueza nas diferentes instalações que a produzem a partir da água, do vento, do sol ou da biomassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma indústria tradicional como a automóvel não se transforma de forma rápida. Sabemos que a adopção de carros eléctricos será um processo inicialmente lento mas com grande potencial de aceleração com a curva de experiência, a moda e a queda dos preços. É por isso que ao apostar nas dinâmicas de mudança duma indústria em transformação Portugal joga forte, assume risco, mas coloca-se na primeira fila duma corrida fantástica … electrizante mesmo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-6000455283284396810?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6000455283284396810' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=6000455283284396810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6000455283284396810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6000455283284396810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6000455283284396810' title='Carro Eléctrico'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2425334925213252198</id><published>2010-05-20T23:22:00.000+01:00</published><updated>2010-05-20T23:23:44.584+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Uma explicação inconveniente?</title><content type='html'>Os tempos recentes têm sido férteis e desafiantes para os analistas económicos de todas as extracções e formações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As avaliações catastrofistas da situação económica de Portugal e dos Países do Sul que integram moeda única têm tido muito mercado, até porque constituem uma desculpa útil, para todos os “espectadores de bancada” que em consciência sabem que não fizeram tudo o que podiam para ser parte da solução e não do problema.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;As análises têm sido múltiplas, oscilando entre o simplismo primário e a sofisticação abstrusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu ponto de vista a explicação é simples, embora possa ser inconveniente para quem quer usar a situação para fomentar a pura guerrilha política conjuntural e extrair ganhos eleitorais de curto prazo.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A moeda única foi constituída por uma parceria de Países com perfis competitivos diferentes. Os Países do Sul usaram a estabilidade monetária para realizar um esforço inevitável de reposicionamento competitivo, tentando legitimamente preencher o “gap” de partida em relação aos outros parceiros da União Económica e Monetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para preencher esse diferencial competitivo no capital humano e nas infra-estruturas, investiram recorrendo ao endividamento público e privado, e embora nem sempre o tenham feito da melhor forma, conseguiram ganhos significativos em muitos sectores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse endividamento tornou-os contudo vulneráveis aos ataques especulativos. No momento crítico os especuladores atacaram, cientes de que quem os podia e devia proteger estava num contexto eleitoral que favorecia a inércia e o atraso na reacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta acção, lógica pelo racional dos mercados, teve ainda o contributo inusitado dum “fogo amigo” oportunista mas destrutivo e desmobilizador, que encontrou largo pasto nos Países sobre pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta explicação parece-me tão óbvia que a sua ausência do racional dos analistas só pode ter uma razão. É uma explicação inconveniente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será? A mim parece-me óbvia e ajuda a explicar algumas “surpresas”, como por exemplo o bom desempenho real da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2425334925213252198?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2425334925213252198' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2425334925213252198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2425334925213252198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2425334925213252198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2425334925213252198' title='Uma explicação inconveniente?'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-1654746887885394595</id><published>2010-05-14T11:50:00.001+01:00</published><updated>2010-05-14T11:50:49.049+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A Europa está a renascer?</title><content type='html'>As últimas semanas não têm trazido boas notícias económicas para a Europa e para os Europeus. Um brutal ataque especulativo contra a moeda única obrigou primeiro a reacções avulsas fortemente penalizadoras das economias nacionais. O fracasso evidente dessas reacções avulsas conduziu no entanto a duas atitudes muito positivas por parte da UE, com a criação dum fundo comum de intervenção e com o estabelecimento de regras de articulação orçamental entre os diversos estados membros.&lt;br /&gt;Os factos não deixam dúvidas. Só quando a Europa agiu em conjunto e como um todo, o ataque foi contido e aparentemente controlado. Estamos no entanto num momento crítico e de enorme expectativa sobre os próximos movimentos. Neste contexto aplica-se mais do que nunca a ideia de que mais vale prevenir do que remediar. A Europa tem que continuar a renascer como projecto político se quiser sobreviver como projecto económico.&lt;br /&gt;Neste contexto de renascimento da dimensão política do projecto europeu é muito importante que Portugal tenha assumido em pleno o seu papel como parte integrante da solução. &lt;br /&gt;Aprovando um pacote duro de contenção do deficit público, mas fazendo-o com preocupações de justiça na repartição do esforço e de salvaguarda da rede social e dos investimentos nas escolas, na energia e nos equipamentos de saúde e protecção social, Portugal afirmou uma resposta economicamente credível, mas com uma dimensão política forte.&lt;br /&gt;No meio da tempestade vimos também como ao contrário do que muitos afirmam a gestão dos tempos de acção em Portugal foram os adequados. Só isso nos permitiu ser dos países com menos quebra do PIB em 2009, um dos que primeiro saiu da recessão e agora o País europeu que mais cresceu no primeiro trimestre de 2010 (1% em cadeia e 1,7% em relação ao trimestre homólogo de 2009).&lt;br /&gt;Algumas das medidas necessárias de contenção do deficit terão algum impacto limitador do crescimento. É por isso que em Portugal e na Europa não podem parar os investimentos estruturantes que criam riqueza e geram emprego. &lt;br /&gt;É o caso exemplar do TGV Lisboa -Madrid, cujo troço já adjudicado vai mobilizar 1300 milhões de Euros sendo 600 do Banco Europeu de Investimento e 500 de apoios comunitários. Apenas 200 milhões de euros terão que ser cobertos por fundos públicos ou privados nacionais. Por aqui se percebe o elevado efeito multiplicador dum investimento, que além do mais é absolutamente estratégico, em particular na ligação de mercadorias Sines – Europa, num momento em que legitimamente a China aposta numa recuperação da “rota da seda” através duma rede de comboios de alta velocidade apontados ao coração económico da Europa.&lt;br /&gt;Foi no “renascimento” que abrimos novas rotas ao mundo. Não as fechemos agora, neste novo renascer ainda embrionário, mas decisivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-1654746887885394595?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1654746887885394595' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=1654746887885394595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1654746887885394595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1654746887885394595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1654746887885394595' title='A Europa está a renascer?'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-6457071391809068037</id><published>2010-05-09T16:41:00.001+01:00</published><updated>2010-05-09T16:42:41.245+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Xangai</title><content type='html'>A Expo Xangai é um evento mundial que reflecte as dinâmicas de mudança que estão a ocorrer na sociedade e na economia global. A sua dimensão e localização são sinais da maior importância geopolítica e geoestratégica e que consolidam, após os Jogos Olímpicos de Pequim, a chegada plena da China à primeira linha de decisão e de definição dos padrões de desenvolvimento da nova era global. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitei Xangai pela primeira vez em 2007 acompanhando uma visita oficial do Primeiro-Ministro e fiquei fascinado pela pujança e pela imponência do crescimento daquela grande metrópole. Agora, cerca de 3 anos depois tive oportunidade de voltar a Xangai e o fascínio não foi menor. Neste curto período nasceu uma “nova cidade” que acolhe a Expo 2010. Uma cidade que procura ser um exemplo do que virão a ser as cidades sustentáveis do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando verificamos a forma explosiva como crescem as cidades na China e noutras zonas emergentes do planeta compreendemos como é crítica a questão da sustentabilidade das cidades e da sua capacidade de viver com energias limpas e baixas emissões de carbono. Desse passo depende a viabilidade do planeta e a qualidade de vida de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal desenvolveu o seu pavilhão na Expo Xangai em torno duma ideia simples. Se queremos melhores cidades e melhor qualidade de vida precisamos de energia amiga da natureza. Em Portugal nós sabemos o que o isso é, como se produz e como se dissemina pelo mundo. Temos empresas líderes e centros de saber de referência. Somos parceiros da solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo um País que ao longo da sua história tem rasgado novos horizontes para a humanidade, Portugal pode agora afirmar-se como uma praça para o mundo propondo a sua experiência e os seus reconhecidos resultados no desenvolvimento de energias limpas aproveitando o vento, o sol, a água e a biomassa nas suas diversas formas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto da visão expressa pelo Pavilhão Português foi muito forte. O pavilhão é bonito, criativo na sua cobertura em cortiça, interessante no seu conteúdo, mas não pode competir na imponência da forma com instalações de Países com mais recursos e que investiram somas consideravelmente maiores. É no entanto muito forte no conceito que propõe e na actualidade da aposta nas novas energias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas portuguesas que participaram no Seminário sobre Energias Renováveis que tive a oportunidade de abrir, tiveram múltiplas propostas de parceria e a maior dificuldade na gestão desse seminário foi distribuir os sessenta lugares disponíveis em cada dia temático pelas centenas de solicitações de empresas de energia e de universidades de toda a China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade dos jornalistas e dos visitantes não engana. O tema da energia é central no actual patamar de desenvolvimento do nosso planeta e Portugal é olhado como um forte aliado da solução. Isso é bom para a nossa imagem, mas também para a nossa economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me dizia o Cônsul de Portugal em Xangai, a nossa diplomacia tem hesitado ao longo dos tempos entre ser uma diplomacia de valores ou uma diplomacia de interesses. Com as energias renováveis pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, e esta é uma oportunidade única a não desperdiçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-6457071391809068037?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6457071391809068037' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=6457071391809068037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6457071391809068037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6457071391809068037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6457071391809068037' title='Xangai'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-3922222234817062457</id><published>2010-04-30T23:45:00.001+01:00</published><updated>2010-04-30T23:46:54.610+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Cínicos</title><content type='html'>Os cínicos não perdoam! Perante as dificuldades geradas pelo movimento especulativo concertado contra o Euro, iniciado pelo ataque selectivo e sistemático aos seus elos mais expostos, proclamam, talvez expectantes pela partilha das migalhas, que não se deve criticar os especuladores mas sim cumprir à exaustão os seus desejos até os afugentar saciados e enfastiados pela abundância do banquete.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho ilusões. Perante o actual quadro económico global Portugal e os outros países sobre pressão não têm outra alternativa senão tomar a mezinha receitada pelos “mercados”, e já que a têm que tomar devem fazê-lo rapidamente e a preceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tem sido a base da resposta portuguesa com reflexos notórios no controlo de danos e na afirmação da capacidade de resposta do País e das suas instituições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta aceitação realista não nos pode impedir no entanto de proclamar que o curandeiro é tosco e que o mundo se devia unir para encontrar um novo consenso baseado num modelo económico sustentável e humanista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo modelo construído por contraponto à turbulência predadora e aos raides financeiros que traçam o seu rasto sem vestígios de sentido ético ou consideração pela dignidade das pessoas que são envolvidas pelo turbilhão das medidas ditadas por uma cartilha que nenhum voto legitimou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil não ser tão obsessivo na análise e na resposta quanto o são os “mercados” na acção. O EURO não é apenas uma moeda. O EURO é o instrumento de política monetária e cambial duma comunidade de Países unidos por um projecto comum e por uma visão humanista e sustentável do desenvolvimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “mercados” não suportam uma “moeda com ideias” ao serviço duma comunidade com ideais. Mas os “mercados” somos nós! A nós compete lutar para mudar as suas regras e pressupostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O repto ao Euro está lançado e é sério. Ou se descaracteriza ou se sujeita á flagelação. O tempo e a forma do são tudo menos inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são como são. Só vencendo a batalha conjuntural, o EURO pode contra atacar e ajudar a criar as bases estruturais duma nova ordem económica mundial. Tudo isto é verdade e tudo isto recomenda determinação política na aplicação do Programa de Estabilidade e Crescimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos pois fortes e prontos na resposta. Na resposta aos “mercados” e na resposta aos cínicos. Na transformação dos “mercados” e na afirmação da ética. É preciso cumprir as regras para ter a margem de manobra necessária para as alterar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São as duas faces duma mesma moeda. Da moeda que cimenta uma aliança política e económica com cinquenta anos de bons resultados e que somos agora chamados a defender na primeira linha da confrontação. Acredito que venceremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-3922222234817062457?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3922222234817062457' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=3922222234817062457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3922222234817062457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3922222234817062457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3922222234817062457' title='Cínicos'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7210684551445232210</id><published>2010-04-25T11:23:00.001+01:00</published><updated>2010-04-25T11:24:37.507+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>O Sossego dos Vulcões</title><content type='html'>A boa política é a garantia do sossego dos vulcões. Eu sei que não há política pública capaz de travar as forças da natureza (embora algumas ajudem a não as provocar como as políticas de ordenamento ou de combate ás alterações climáticas) mas a verdade é que a erupção do impronunciável vulcão islandês (Eyjafjalla) é apenas uma metáfora da globalização em que vivemos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a má política regulatória que incendiou o vulcão do colapso dos mercados financeiros. É a titubeante política de concertação e solidariedade económica e financeira da UE que espalha a lava da crise helénica para todo o espaço da União Económica Monetária. É a débil política de cooperação e desenvolvimento harmonioso que inflama os focos de contestação e de terrorismo por todo o globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um tempo em que muito se fala de deficits comerciais ou das contas públicas, mas em que o maior deficit é um deficit de política, de novas ideias e de novas soluções, de novos valores e de novas abordagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insustentável fragilidade da política neste arranque do século XXI não aconteceu por acaso. Ela resulta dum processo laborioso de enfraquecimento levado a cabo pelos interesses económicos dominantes, abrindo campo para a sua imposição sem alternativa através da disseminação do designado pensamento único e do seu quadro ideológico neoliberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a ser agora cada vez mais evidente que esta estratégia subavaliou alguns dos seus impactos e cometeu alguns trágicos erros de análise. No quadro global em que vivemos os fenómenos multiplicam a sua propagação e muitas vezes fazem ricochete ou geram efeitos “boomerang”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando isso acontece, e está acontecer cada vez mais, as coisas complicam-se porque só a boa política sossega os vulcões e o mundo está carente de ideias fortes, narrativas consistentes e modelos mobilizadores de transformação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os tempos são tempos certos para o regresso da política, mas no tempo que passa esse regresso é mais necessário que nunca.    Só a política com valores e em rede podem evitar violentas erupções dos vulcões económicos e sociais, que a terapia financeira, nominal e cega que se está a aplicar à crise sob um manto de enormes assimetrias sociais, não tardarão em despertar.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;O sossego dos vulcões é o bom senso dos homens, a sua capacidade de imaginar soluções e de se mobilizar para o progresso das sociedades. A alternativa à lucidez corajosa da politica dos valores é o nevoeiro do salve-se quem puder, do desespero e do desencanto. Os vulcões não têm a culpa de lhe alimentarem a fornalha. A grande diferença é que no actual patamar de globalização muitos dos fogueiros se salpicarão na lava. Talvez assim aprendam alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7210684551445232210?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7210684551445232210' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7210684551445232210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7210684551445232210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7210684551445232210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7210684551445232210' title='O Sossego dos Vulcões'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5639238969038428060</id><published>2010-04-17T23:56:00.001+01:00</published><updated>2010-04-17T23:58:13.075+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Encruzilhadas</title><content type='html'>Tenho a feliz oportunidade de escrever estas palavras num quarto de hotel em Praga de cuja ampla janela posso avistar a conhecida e bela ponte Carlos construída ao longo de cinco séculos e pejada de símbolos da história dos tempos que viu passar, ou que por ela passaram, e também um edifício onde uma enorme tarja anuncia estar instalado o Museu Kafka. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço-o numa pequena pausa da visita oficial do Presidente Português à República Checa. Visita que tive oportunidade de acompanhar como um dos representantes do Governo, e onde para além da componente política, foi desenvolvida uma forte acção de diplomacia económica.Uma visita onde tem sido notório que as semelhanças entre os dois países não resultam apenas da similitude de dimensão territorial, população ou peso económico, nem mesmo da partilha recente da pertença comum à União Europeia, mas vai bastante para além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sem nenhuma base que não a intuição empírica sou levado a acreditar que um papel mais ou menos relevante tem nesta constatação o facto dos portugueses e dos checos, com maior ou com menos grau, serem povos que viveram ciclos históricos muito diferenciados, alternando grandeza e humilhação. De alguma forma estes povos que passaram pela história aos solavancos (e nela continuam com forte presença e com o orgulho dos sobreviventes), tendem a tornar-se por vezes prisioneiros dessa mesma história, quer da boa quer da menos boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tornam-se em consequência disso povos mais bipolares emocionalmente e ao mesmo tempo mais desconfiados, o que não é grande notícia num tempo em que a confiança é um factor determinante para o sucesso na economia global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se estou certo na minha análise ou se ela é demasiado influenciada pelo quadro extraordinário que avisto da minha janela, mas estou em crer que estes Países de média dimensão, com forte densidade identitária e amarrados para o bem e para o mal à textura da sua história deveriam criar uma plataforma comum para em conjunto travarem a disputa económica e social que está a ocorrer no novo quadro da globalização, reforçando a confiança pelas relações mútuas e saindo do labirinto pela complementaridade e pela afirmação agregada do seu potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei disto com abertura com alguns responsáveis checos e vi o entusiasmo que esta ideia duma abordagem multilateral complementar lhes era simpática e ajudava a quebrar uma certa desconfiança latente em relação à União Europeia e a tudo o que dela provêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um tempo de encruzilhadas. Sair delas exige ousadia e inspiração. Soluções inovadoras e disruptivas. Debate franco e aberto. É com este espírito que partilho convosco esta intuição de cair de noite, posta em texto tendo por fundo um quadro impressivo da beleza e da complexidade do mundo em que nascemos, com a missão extraordinária de desenhar e concretizar coreografias de vida sustentável e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Escrevo esta nota final em Estrasburgo no curso do regresso a Portugal por estrada. Num repente o mundo entrou numa encruzilhada Kafkiana na mobilidade global provocada pelas cinzas lançadas pela terra islandesa. Vivemos tempos de transição em que tudo tem que ser repensado e reformulado. Precisamos de tecnologias e valores de nova geração para sair das encruzilhadas com rumo certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5639238969038428060?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5639238969038428060' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5639238969038428060' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5639238969038428060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5639238969038428060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5639238969038428060' title='Encruzilhadas'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-1347706765035604282</id><published>2010-04-09T23:40:00.001+01:00</published><updated>2010-04-09T23:41:43.825+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Contra o Contra!</title><content type='html'>Esta crónica é inspirada pelo designado Manifesto dos 33 contra a política de promoção das energias renováveis em Portugal. Sendo uma área que me diz directamente respeito, não pretendo contudo usar este espaço para rebater os argumentos dos “manifestantes”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cidadão e como decisor saúdo o manifesto como contributo para o debate sobre uma política fundamental para Portugal, para a Europa e para o Mundo, num tempo em que as escolhas em matéria de energia estão no âmago das transformações económicas e dos modelos de sociedade que estão emergir da crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Da mesma forma discordo das premissas e das conclusões do citado manifesto como tive já oportunidade de afirmar e justificar publicamente e de explicitar pessoalmente aos representantes dos autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz trazer o Manifesto dos 33 a este espaço não é o seu conteúdo, mas a atitude que mais uma vez nele se reflecte. É mais um manifesto Contra! Portugal está-se a especializar nos movimentos Contra tudo o que mexe ou que procura transformar o nosso País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos claros. A mudança não é boa por natureza. Há boas e más transformações, mas a atitude transformadora é essencial num tempo de desafio e de crise global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A um determinado sentido de mudança é estimulante e útil contrapor outros sentidos de mudança, quando a convicção a isso nos induz. O que não já não é estimulante é termos uma sociedade civil que se organiza preferencialmente em torno do Contra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Contra o TGV e a favor de quê? Contra o novo aeroporto e a favor de quê? Contra o Magalhães e a favor de quê? Contra a Fibra Óptica em todo o território e a favor de quê? Contra as Energias Renováveis e a favor de quê?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que em todos os movimentos Contra estão implícitas, uma ou várias alternativas mais ou menos dúbias. É também o caso do manifesto dos 33. Várias interpretações e juízos de intenções têm sobre ele sido feitos. Há quem interprete o Contra do manifesto como um desejo de regresso ao passado e há quem sugira uma defesa implícita da alternativa baseada na energia nuclear. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quem tem razão. Só sei que era tudo mais claro, frontal e positivo se o manifesto em vez de ser Contra fosse a favor, ainda que a favor de algo diferente. Este e os muitos outros pronunciamentos que se enrolam na dinâmica da nossa sociedade, contrapondo a opções que devem ser saudavelmente debatidas e escrutinadas, o caminho dos estudos e mais estudos, até que nada se faça por manifesta quebra da janela de oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que uma sociedade se predisponha aos manifestos é uma boa notícia. Que os manifestos sejam Contra já é um pior sinal. É antes de mais um sinal de pouca coragem e determinação.&lt;br /&gt;Precisamos cada vez mais de movimentos com causas, virados para as soluções, a favor das diversas opções e alternativas que podem fundamentar a justa ambição de tornar Portugal melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser Contra é fácil … mas ajuda pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-1347706765035604282?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1347706765035604282' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=1347706765035604282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1347706765035604282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1347706765035604282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1347706765035604282' title='Contra o Contra!'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-6277419172686197684</id><published>2010-04-03T16:51:00.002+01:00</published><updated>2010-04-03T16:53:23.546+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Europa - Uma certa perplexidade</title><content type='html'>A União Europeia vive tempos difíceis de ajustamento e mudança. Tempos de perplexidade mesmo para aqueles que como eu se bateram ao longo de uma década para que a Estratégia de Lisboa tivesse um nível de concretização equivalente ao seu brilhantismo teórico e se batem agora para que a nova Estratégia Europeia para o Crescimento e o Emprego (Europa 2020) possa ter o pragmatismo que a sua antecessora não teve e atingir os resultados que a sua antecessora não atingiu.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O conteúdo, a governação e a apropriação política da Estratégia Europeia para o Crescimento e o Emprego são factores importantes, mas não é neles que reside a chave do seu sucesso. As questões críticas são as regras éticas e os valores que enquadram e regulam a globalização económica, e que podem ser regras favoráveis ao modelo humanista europeu ou regras predadoras desse modelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa foi durante muitos anos beneficiária líquida da globalização mas descurou a participação activa na sua regulação. Em consequência foi a principal vítima económica, social e financeira duma crise que não originou. O estranho é que não obstante este facto reconhecido, a União Europeia (EU) parece ter aprendido pouco continua sujeita ao ritmo da economia nominal imposta por agências não reguladas e guardiãs dum liberalismo económico ultrapassado e desadequado para os desafios que o mundo hoje enfrenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os riscos associados ao aquecimento global e às alterações climáticas e o falhanço da economia de casino que conduziu á grande crise financeira a que estamos ainda amarrados, recomenda a emergência dum novo modelo de economia sustentável, inteligente, verde e inclusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem melhor do que a União Europeia poderá liderar este movimento de mudança? Quem melhor que a União Europeia conceptualizou esta viragem e está em condições de a colocar em prática? A minha convicção é que nenhuma outra região do globo está tão bem posicionada para liderar os novos tempos. Mas existe infelizmente alguma distância entre a oportunidade e os factos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta mesma Europa, potencial líder e referência para a nova globalização que vemos incapaz de se sobrepor aos pequenos interesses e de evitar a humilhação de alguns dos seus membros, aceitando a mesma cartilha que conduziu o mundo ao maior desastre económico depois da grande recessão de 1929. Estou certo que tal como eu, muitos cidadãos empenhados no sucesso económico, social e político da União Europeia sentem hoje uma certa perplexidade. Porquê atirar a toalha ao chão com a oportunidade de vencer aqui tão perto? A resposta está em cada um de nós. Esta é uma luta que vale a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-6277419172686197684?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6277419172686197684' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=6277419172686197684' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6277419172686197684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6277419172686197684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6277419172686197684' title='Europa - Uma certa perplexidade'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-3099671032862791777</id><published>2010-03-28T11:36:00.001+01:00</published><updated>2010-03-28T11:38:37.908+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Nova Energia</title><content type='html'>Nos dias 30 e 31 de Março realiza-se em Cancun, no México, o 12º Fórum Internacional de Energia, que reúne mais de uma centena de responsáveis governamentais por esta área em todo o mundo, as principais agências de energia e as grandes companhias mundiais do sector. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum tem como meta aprovar uma Declaração Ministerial (Declaração de Cancun) que inclua recomendações fortes para reforçar o diálogo internacional no domínio da energia, reduzir a volatilidade e a incerteza dos seus mercados e conciliar a sustentabilidade com a garantia de abastecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecido internacionalmente como um País de boas práticas, Portugal foi um dos Países convidados a partilhar a sua experiência num dos 4 painéis temáticos, mais concretamente naquele em que se aprecia o contributo das estratégias da energia para melhorar o desenvolvimento humano e promover a inclusão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este convite é um forte reconhecimento do carácter inovador e integrador da Estratégia Nacional de Energia (ENE2020), cuja marca internacional (RE.NEW.ABBLE) expressa actualidade, inovação e disponibilidade para dar respostas concretas aos desafios colocados pela mudança do paradigma económico e energético.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Declaração de Cancun pretende-se dar um novo impulso aos mercados da energia através da promoção do diálogo internacional entre países e empresas, aumentar a transparência dos mercados e criar melhores condições de sustentabilidade tendo em conta por um lado os objectivos do combate às alterações climáticas e por outro lado os objectivos de reduzir as desigualdades e a pobreza no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estratégia Nacional de Energia (ENE2020 / RE.NEW.ABBLE) e o Plano Novas Energias a que deu origem combinam de forma expressiva o espírito de Cancun, ao fomentar a independência energética como condição de partida para o desenvolvimento da interdependência, ao diversificar a oferta entre energias de origem fóssil e energias renováveis reduzindo a volatilidade a incerteza, diminuindo emissões e impactos nocivos no ambiente e sobretudo criando oportunidades de criação de riqueza disseminadas por todo o território, promovendo o desenvolvimento regional e local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas práticas permitem consolidar modelos que podem ser e já estão a ser facilmente replicados em Países com menores índices de sofisticação nas suas estruturas de distribuição de energia, mas que ambicionam promover a inclusão social, de que o acesso á energia é um dos pilares fundamentais.            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática e os resultados obtidos nos últimos cinco anos e com o novo impulso dado pela nova estratégia nacional de energia, Portugal é hoje uma referência mundial no domínio das novas abordagens dos modelos de produção e consumo de energia. Uma referência que criará emprego e riqueza no nosso território, mas que é já também uma imagem de marca do nosso País no mundo, como o relevo dado à sua participação no 12º Fórum Internacional de Energia vem comprovar mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-3099671032862791777?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3099671032862791777' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=3099671032862791777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3099671032862791777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3099671032862791777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3099671032862791777' title='Nova Energia'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8298616671365028242</id><published>2010-03-20T23:20:00.002Z</published><updated>2010-03-20T23:23:34.853Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Crescimento</title><content type='html'>Portugal tem aumentado nos últimos anos de forma significativa a qualidade do seu capital social e as competências necessárias para tornar a sua economia mais inovadora e competitiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ranking Europeu de Inovação cujos dados de 2009 foram divulgados pela Comissão Europeia em 17 de Março, confirma que nos últimos quatro anos Portugal subiu 6 lugares naquele ranking e foi o sétimo País da União Europeia com melhor desempenho relativo. No último ano Portugal ultrapassou a Noruega e Espanha e integrou o grupo dos líderes de crescimento em termos de indicadores de inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dados são estimulantes e desafiantes, mas colocam uma questão chave. Como transformar este crescimento real do capital de inovação em crescimento potencial da economia e em aumento do PIB e da criação de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho parece claro e é o que tem estado a ser percorrido com persistência pelo governo e pelos actores mais dinâmicos da nossa sociedade, não obstante a vozearia descrente que tudo faz para baixar expectativas e quebrar o ânimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de grande competição no quadro duma crise brutal, cada País tem que fazer dos seus recursos endógenos a alavanca natural para resistir e vencer. Em Portugal esses recursos agrupam-se em três áreas base – a floresta, o turismo e a energia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste triângulo base desenvolvem-se clusters em que o País adquiriu vantagens competitivas que pode potenciar através do reforço das redes de internacionalização, como os serviços tecnológicos, as tecnologias de informação, a construção sustentável, a saúde, a energia, as indústrias criativas, o habitat, a mobilidade, o agro-alimentar, as máquinas e ferramentas ou a moda, numa exemplificação não exaustiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil verificar como cada um dos clusters referidos pode ser potenciado em rede e ligado a um dos pilares de suporte identificados como recursos endógenos centrais, ou seja, à atractividade turística do território, á sua floresta e ao seu potencial gerador de energias limpas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estes recursos devemos juntar dimensões contextuais como a centralidade geoestratégica, geopolítica e geoeconómica do nosso território. Devemos ainda acrescer um quarto recurso endógeno de elevado potencial, embora ainda menos integrado no processo económico, traduzido no mar imenso que detemos como Zona Económica Exclusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este enunciado de possibilidades tem a vantagem de ser ao mesmo tempo um “roadmap” do que se está já a fazer. Um “roadmap” a que todos devemos dar impulso e visibilidade, em vez de nos refugiarmos em discursos catastrofistas e desculpabilizantes sobre as dificuldades que efectivamente enfrentamos, mas em relação às quais a única atitude válida é a resposta determinada e a consolidação de soluções vencedoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estratégia Nacional para a Energia 2020 e o Plano Novas Energias lançados com ambição global e com uma assinatura internacional (RE.NEW.ABLE) são exemplos daquilo que multiplicado pelos outros sectores identificados, nos vai permitir responder aos desafios do presente com solidez financeira e pujança económica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8298616671365028242?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8298616671365028242' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8298616671365028242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8298616671365028242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8298616671365028242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8298616671365028242' title='Crescimento'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-4317898708666327024</id><published>2010-03-13T22:25:00.001Z</published><updated>2010-03-13T22:27:21.140Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A Europa não é um Número</title><content type='html'>A União Europeia está a discutir a nova Estratégia para o Crescimento e o Emprego que actualiza e adapta a Estratégia de Lisboa para o horizonte de 2020. Em função desse horizonte a Estratégia foi designada como Estratégia Europa 2020. É uma designação fácil de comunicar e que deve ter sido amplamente testada pelos especialistas na matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto nem desgosto da designação. Tenho pena que a Estratégia Europeia para o Crescimento e o Emprego não continue e ostentar o nome da nossa capital, mas compreendo que há duas fortes razões para que isso não suceda – já é de “Lisboa” o novo Tratado da União e é preciso marcar um novo ciclo e um novo impulso nas políticas europeias para a competitividade e o emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estratégia que associa a Europa a um número, ainda que isso suceda por simples razões de comunicação, alerta-nos para a necessidade de lutar para que a Europa 2020 não transforme a Europa num espaço económico amarrado a números, esquecendo que a construção europeia é na sua essência um projecto de cidadania, de paz e de desenvolvimento, alicerçado nas pessoas e nas comunidades.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa não é um número! Não tem sido aliás um número na resposta concertada que foi possível mobilizar contra a crise económica global nem foi um número na protecção da Zona Euro que desenvolveu para fazer face ao ataque financeiro à economia Grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, a prova dos nove para o futuro da União será o conteúdo e sobretudo a concretização da Europa 2020. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As prioridades da Europa 2020 são adequadas e capazes de mobilizar a generalidade dos europeus. Uma Europa mais inteligente, verde e inclusiva é um excelente “slogan” e uma sólida base para formular e concretizar um plano de acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A questão chave estará na articulação entre a Europa 2020 e o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC). São planos diferentes mas interdependentes e essa interdependência tem que ser ela também gerida de forma inteligente, verde e inclusiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer evidente, mas nem por isso devemos deixar de sublinhar que se não há economia sólida e saudável sem uma boa base financeira, também não é possível sustentar e consolidar uma boa base financeira sem que a economia real funcione, seja competitiva, crie emprego e gere fluxos comerciais equilibrados à escala global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegar ao equilíbrio financeiro através da dinâmica económica não é o mesmo que amarrar a economia a metas financeiras cegas, nominais e avaliadas de forma tecnocrática por agências externas e não comprometidas com a especificidade e com os valores que dão consistência ao projecto europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa precisa que o seu PEC seja tão inteligente, verde e inclusivo quanto vier a ser a Europa 2020. No fim do jogo há números que têm que ser atingidos para que a economia europeia seja credível e competitiva. Mas é com políticas para as pessoas que chegamos aos números. Doutra forma não chegaremos ou se chegarmos terá sido à custa do ideal que dá sentido ao nosso projecto comum. A Europa não é um número. Nem 2020 nem qualquer outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-4317898708666327024?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4317898708666327024' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=4317898708666327024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4317898708666327024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4317898708666327024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4317898708666327024' title='A Europa não é um Número'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-1652263293445098574</id><published>2010-03-07T23:34:00.003Z</published><updated>2010-03-07T23:36:22.976Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Lágrima (Portugueses no mundo)</title><content type='html'>Tendo em conta que no seu programa se integrava o Fórum Ibérico de Barcelona sobre o tema do Mercado Ibérico da Energia, tive a oportunidade de acompanhar a recente visita do Presidente da República Portuguesa à Comunidade Autónoma da Catalunha e a Andorra. A visita foi focada no aprofundamento das relações económicas e políticas com aqueles territórios, mas nela foi dada uma particular atenção às comunidades portuguesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as Comunidades Portuguesas que fazem de Portugal uma nação rede e global são comunidades especiais e as que o Presidente da República agora visitou não fogem á regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em Barcelona encontrámos uma comunidade vibrante, jovem, empreendedora, inovadora e criativa. Em Andorra os portugueses são hoje uma parte estruturante da economia local, actuando em todos os sectores e liderando alguns deles. É difícil percorrer estes trajectos de Portugal no mundo sem uma lágrima sempre pronta a soltar-se de orgulho e de emoção.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é também a vida dos portugueses da diáspora. Também às suas vidas e às suas comunidades chegou a crise que assola o mundo. Para as autoridades e os povos que os acolhem, os portugueses são contudo vistos como parte da solução para a crise, pela sua fibra e pelo seu empenho. Afinal foi para vencer a adversidade que deixaram a sua terra e largaram a aventura e é esse sentido de missão e de determinação que perpassa da sua vontade e do reviver forte da tradição e da defesa dos valores, da cultura e da identidade nacional que vão fazendo por todo o globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos muitos momentos desta viagem marcante, pelo tempo e pelo destino, sublinho três que me impressionaram particularmente. O brilho no olhar dos jovens que se juntaram numa recepção de fim de tarde em Barcelona para contar os seus projectos e a forma como a grande cidade os desafiava, o coro de centenas de crianças portuguesas cantando o hino nacional no Auditório do Centro de Congressos de Andorra e a voz una da comunidade portuguesa juntando-se no mesmo espaço aos fados sentidos de Joana Amendoeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram momentos em que a lágrima de que vos falei esteve mais perto de rolar, lembrando-me que por estar ali não podia partilhar outros momentos de identidade e querer como o Congresso das Açordas de Portel ou o Concerto de Duarte em Évora (outra revelação do fado de nova geração que irrompe por todo o País). Mas foram sobretudo momentos em que ficou mais forte que nunca o contraste entre a nossa grandeza passada e presente como povo cosmopolita e de cidadãos do mundo, da mudança e da descoberta e a mesquinha vozearia que por estes dias vai entorpecendo as vontades e minando a vitalidade da sociedade portuguesa. E foi a revolta deste contraste que soltando a lágrima em tempo a conteve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, os povos e os Homens não devem ter medo de chorar. Mas este é um tempo em que chorar pode limpar a Alma mas não chega para vencer o desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este é um tempo de agir. Um tempo de saltar fronteiras com a coragem de partir ou de ficar. De ser mundo e de o ousar mudar. Como os portugueses de Barcelona e de Andorra. Como cada um de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-1652263293445098574?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1652263293445098574' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=1652263293445098574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1652263293445098574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1652263293445098574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1652263293445098574' title='Lágrima (Portugueses no mundo)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7142390856064274156</id><published>2010-03-01T23:31:00.002Z</published><updated>2010-03-01T23:32:03.597Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>"Actores Políticos"</title><content type='html'>Desde há muito usada na linguagem sociológica e de comunicação e alinhada com outras expressões similares como actores sociais, económicos ou outros, a expressão “actores políticos” tem vindo a ganhar nos últimos tempos, por todo o mundo democrático e também em Portugal, um significado cada vez mais literal e menos figurativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A competição dos órgãos de comunicação social generalistas de televisão ou imprensa escrita pela conquista do grande público que lhe garante viabilidade económica é hoje desesperada. Num tempo em que cada vez mais gente se torna autónoma da comunicação de massas e assume a escolha da informação por medida e de acordo com as suas necessidades e gostos, prender a atenção das grandes audiências é um desafio em que parece valer tudo, até mesmo “tirar olhos”, ou seja, manchar reputações por dá cá aquela capa ou aquela caixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma primeira etapa deste combate travou-se no plano das chamadas novelas da vida real, de que o “Big Brother” terá sido o mais marcante exemplo. A questão é sempre a mesma. Quando se quebra uma barreira torna-se difícil resistir à pressão para ir cada vez mais longe e para além da linha de fronteira do que parecia razoável e aceitável no ponto de partida. Cada passo dado é primeiro uma novidade badalada e popular e depois, rapidamente, um “dejá vu” desinteressante e descartável clamando por alternativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que escrevo esta crónica muitos dos “actores políticos” em Portugal estão expostos perante a opinião pública em inquéritos e inquirições infindas e por vezes burlescas, mais focadas no espectáculo do que na prova ou na obtenção da verdade. O Canal Parlamento é um sucesso de audiências e quem sabe, se assegurar alguns direitos de “exclusividade”, um dos maiores activos mediáticos sob gestão pública, suscitando em breve vorazes apetites de privatização.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promoção exaustiva da exposição dos actores políticos é uma alternativa barata à investigação séria, à encenação ficcional e ao entretenimento distanciado da casa do poder, fundamental para deixar espaço ao exercício focado desse poder e permitir o seu escrutínio fundamentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este súbito convocar dos políticos para serem actores de tempos mortos e dos “prime time” das televisões generalistas e dos jornais de grande circulação não é uma particularidade portuguesa. Um pouco por todo o mundo este fenómeno está a acontecer. Desde as fúrias de Gordon Brown às intimidades de Berlusconi e às patacoadas de Nicolas Fréche, passando pelos negócios do casal presidencial argentino ou aos problemas conjugais do Primeiro-ministro irlandês, tudo está nos guiões da actualidade, animando um jornalismo “voyeur” que por enquanto é barato, eficaz e cola milhões aos televisores ou às capas que fazem notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como tudo o que vive no território mediático esta moda vai passar depressa, deixando destroços fundos na credibilidade da democracia e seguindo para outros palcos. Na próxima ronda outros serão os actores. Não tenho dotes de adivinhação mas a história faz-me suspeitar que quem toca agora à porta dos actores de circunstância, verá mais cedo ou mais tarde a sua porta ser tocada para receber convocatória. Espero que esta suspeita não se confirme. O espectáculo deve ser trabalho de actores profissionais, que os temos, bons e desaproveitados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7142390856064274156?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7142390856064274156' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7142390856064274156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7142390856064274156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7142390856064274156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7142390856064274156' title='&quot;Actores Políticos&quot;'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8413790616959172576</id><published>2010-02-21T17:52:00.001Z</published><updated>2010-02-21T17:55:04.064Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Mística</title><content type='html'>Temos vindo a sobreviver a um dos invernos mais cinzentos de que tenho memória. Os dias andam tristes e as vidas amolecidas. É nestes tempos que mais falta nos faz o aconchego da mística, do sentido das coisas, da linha do tempo e da espiritualidade saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos interregnos da caminhada, quando mesmo entre a multidão me sinto mais só, gosto de me refugiar entre um amontoado de livros um por uma razão ou outra ficaram guardados na minha memória, para sentir o pulsar das inquietações múltiplas, dos sentimentos cruzados, das dialécticas e dos debates que vão tecendo a malha dos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse exercício que reencontrei um interessante livro de Jean Vernette publicado em 2002 (ano de falecimento do autor) numa obra que no seu título original em francês afirmava “o Século XXI ou será místico ou não será” e que a Editorial Notícias publicou em 2003, na colecção Sinal dos Tempos, com o título “Só a Religião salvará o século XXI”. Se a memória não me atraiçoa, inspirado por este livro já publiquei no DS uma crónica há alguns anos, versando o “regresso do sagrado” que nele se antevia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora que o século começa a desenhar de forma mais clara os seus contornos, clivagens, conflitos e consensos, as ideias do teólogo francês parecem ganhar ainda mais actualidade e mesmo algum sentido premonitório, levando-me de novo a discorrer sobre o seu livro ainda que agora sob um ângulo diverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova da acuidade previsional do texto (publicado em 2002 e eventualmente escrito no final do século passado ou no alvor do século actual) de Vernette é este extracto extraordinário – “ A falência dos grandes sistemas ideológicos, a insatisfação ligada ao materialismo do quotidiano, um certo vazio político incapaz de fornecer razões para agir e esperar, a ausência de consenso sobre as grandes questões éticas, cavaram uma abertura no coração do homem do século XXI”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta “abertura” é um desafio e uma oportunidade. Convoca cada um de nós para uma mais profunda procura interior e para uma busca permanente do sentido filosófico para a vida, ao mesmo tempo que exige das comunidades respostas capazes de garantia a sua solidez económica, social e ambiental, mas também de saciar as interrogações sobre a existência e promover a felicidade entre os que as integram.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem descurar a vida académica e mantendo sempre viva a curiosidade científica e a participação nas redes e nas expedições que buscam o saber, estou hoje motivado e mobilizado para uma missão política estimulante e muito exigente. Uma missão em se pode ser feliz, mas em que resta pouco tempo para estudar a felicidade (ou qualquer outro tema que não esse estimulante mundo da energia e da inovação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia da felicidade é no entanto o tema de largo espectro com que procuro balizar as minhas actividades científicas e académicas e também sempre que possível as acções de cidadania e de partilha com os outros. Decidi escolher esse caminho e deixá-lo bem claro ao dedicar a lição de sapiência que tive a honra de proferir na sessão solene de abertura do ano lectivo de 2008/2009 na minha universidade (Universidade de Évora) ao tema da “Gestão da Felicidade”. É essa a mística que me conduz. É com ela que quero dar sentido à vida e sobreviver ao século e ao cinzentismo que o vai tolhendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8413790616959172576?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8413790616959172576' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8413790616959172576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8413790616959172576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8413790616959172576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8413790616959172576' title='Mística'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-366814653538377859</id><published>2010-02-14T18:04:00.004Z</published><updated>2010-02-14T18:08:42.078Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A Europa em Jogo</title><content type='html'>São difíceis os tempos para a União Europeia, atordoada com as mudanças institucionais decorrentes da adopção do Tratado de Lisboa ainda em assimilação, emergindo com dificuldade duma crise económica que não provocou mas em que tem sido o principal alvo, fragilizada pelas contingências de Copenhaga, atacada desalmadamente na credibilidade da sua moeda e vendo o flanco de Países mais expostos sujeitos à especulação internacional, seja no preconceituoso ataque aos PIGS (Portugal, Italy, Greece and Spain), seja na mais alargada ofensiva contra os STUPID (Spain, Turquey, UK, Portugal, Italy and Dubai) que os abutres da finança consideram contaminados pela febre helénica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em simultâneo com este ataque económico, a Europa tem visto também o seu poder esvair-se por omissão de coragem política, como o demonstra o resultado das eleições presidenciais na Ucrânia ou os sinais de reorientação estratégica da Turquia. Em contraponto a esta situação difícil, culminada com a humilhação da eventual ausência de Obama na cimeira UE/EUA de Madrid, ressurge com toda a sua pujança o eixo Franco-Alemão, já bem notório nos resultados do recente Conselho da Competitividade sobre mobilidade sustentável e no Conselho Europeu que respondeu à crise Grega e lançou a nova estratégia 2020.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motor Franco-Alemão não traz más recordações ao processo de construção europeia. Sem ele não teria sido possível concretizar a moeda única ou o alargamento. No entanto, a actual orientação política dos dois Países, sem a influência temperada de grandes Homens de Estado como foram Mitterrand e Helmut Koln, com liderança efectiva das duas maiores famílias políticas europeias, exige mais atenção de todos aos movimentos do novo Eixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O salve-se quem puder que parece ter tomado conta de algumas chancelarias europeias significa a curto prazo o naufrágio colectivo. Agora mais do que nunca a solidariedade europeia é um jogo de ganho múltiplo. Estão a ser desenhadas as regras da pós-globalização e da sua adequação á economia sustentável e aos valores humanistas do modelo social e económico dominante na Europa vai resultar a sorte da UE no novo quadro geoestratégico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou grande adepto das teorias das conspirações dos mercados, mas a verdade é que as pressões económicas têm vindo a fragilizar sobretudo lideranças de países governados por Partidos da Internacional Socialista como a Grécia, a Espanha, Portugal ou a Inglaterra. Para a direita Neoliberal esta situação pode parecer uma retumbante vitória. Será contudo uma vitória de Pirro. No neo liberalismo selvático a UE será sempre uma fotocópia de má qualidade. Só num contexto de economia social de mercado, sustentável e com valores humanistas a Europa poderá competir e ambicionar liderar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que se joga hoje na definição em curso da UE2020, cuja dimensão estratégica forte e mobilizadora parece ensombrada e secundarizada pelos debates financeiros de curtíssimo prazo. As nuvens de fumo não escurecem a Europa por acaso. São mecanismos para nos inebriar enquanto as regras do futuro se desenham.  Temos que resistir. Temos que lutar. Temos que vencer. A Europa está em jogo e com ela o nosso futuro comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-366814653538377859?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=366814653538377859' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=366814653538377859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=366814653538377859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=366814653538377859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=366814653538377859' title='A Europa em Jogo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07792238905868755918'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>