dupla vantagem

Para se posicionar no novo quadro competitivo global, Portugal dispõe hoje de novos trunfos de qualificação das pessoas, das empresas e dos territórios, que reforçam a possibilidade de se focar com resultados naquelas que são as suas duas vantagens competitivas mais fortes.
Esta dupla vantagem sustenta-se em realidades consistentes: Portugal é um País rede num mundo em rede e é um País gerador de respostas integradas e criativas num tempo em que os conceitos inovadores são a base para as novas soluções, processos e produtos que os mercados ambicionam.
A crise global está a destruir emprego em todo o mundo e também em Portugal. No entanto, as estatísticas e as notícias evidenciam também que no nosso País os sectores que oferecem soluções globais inovadoras e serviços de alto valor acrescentado e tecnologicamente ajustados aos clientes, não só têm vindo a garantir os níveis de emprego proporcionado, como algumas empresas têm mesmo vindo a aumentar os seus níveis de recrutamento.
A sustentabilidade e a criação de emprego no nosso País por empresas nacionais e internacionais que se posicionam nos serviços partilhados inovadores e com alto valor acrescentado, constitui um sinal que não pode ser ignorado, em particular pelos empreendedores e pelos jovens que espreitam um nicho de oportunidade no mercado de trabalho.
Para triunfar é preciso capacidade de surpreender e gerar empatia. Esta fórmula tem diversas traduções e possibilidades de concretização. No que diz respeito a Portugal, empatia é o que decorre do nosso posicionamento competitivo como pais rede e a surpresa é o fruto do saber, do esforço e do talento resultantes do investimento qualificador que tem sido feito.
Temos uma dupla vantagem para enfrentar as dificuldades com sucesso. Conscientes disto, temos que ir a jogo para ganhar, fazendo da crise um momento de reposicionamento competitivo, que seja bom para Portugal e bom para os portugueses.
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