Inovação para Todos

Inovação para todos

Inovar ou não, na vida, nas instituições ou nas empresas, deixou de ser uma escolha. O mundo muda e todos temos que nos adaptar. A questão chave está na forma como nos adaptamos. Se usamos os novos instrumentos, conceptuais, técnicos e tecnológicos para competir e vencer ou se os seguimos para sobreviver.

O desafio da inovação para competir e convergir é um dos desafios mais importantes que se coloca à União Europeia. Carlos Moedas, o português e alentejano que desempenha as funções de Comissário para estes domínios têm feito um grande trabalho de mobilização e aplicação dos recursos europeus disponíveis no Programa Horizonte 2020, que dispõe de um orçamento de cerca de 77 biliões de euros. Um orçamento que parece muito elevado, mas que é comparativamente muito mais baixo do que os orçamentos de que dispõem os maiores competidores globais da União.

Nos seus primeiros 3 anos de aplicação o Horizonte 2020 foi de alguma forma vítima do seu sucesso, dado que o grande aumento de candidaturas com elevada qualidade, e as restrições financeiras, reduziram a taxa de sucesso na obtenção de financiamentos. No entanto, a prioridades dadas à excelência, à abertura e ao impacto dos projetos e consequentemente à pertinência do objeto de estudo e ao envolvimento dos candidatos com a comunidade, permitiu aumentar significativamente o número de PME que viram projetos seus serem apoiados.

Após a avaliação intercalar e num momento em que se começa também já a desenhar a plataforma financeira pós-2020 é fundamental conseguir reforçar os meios financeiros afetos à investigação e à inovação e fazer deste programa um motor de convergência entre os diversos Estados, regiões e sistemas científicos e de inovação.

Para isso, como corroborou o Comissário num recente diálogo estruturado na Comissão de indústria, investigação e Energia do Parlamento Europeu, que integro, é preciso fazer escolhas e determinar em cada momento as grandes prioridades para a sociedade e para a ciência nos diversos patamares e em seguida criar condições para uma investigação e uma inovação aberta, em rede e envolvendo quanto mais instituições, empresas e pessoas possível.

Com escrevi antes, inovar já não é uma escolha. Não é uma escolha para nada e para ninguém. Temos que nos adaptar, mas primeiro que tudo temos que adaptar a sociedade aos princípios e valores em que acreditamos. Isto ninguém pode fazer por nós.
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