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Triplo Sete

Que outro título poderia dar à crónica 777 do que chamar-lhe simplesmente sete, ou mais sofisticadamente Triplo Sete (título que até faz lembrar o triplo salto do nosso olímpico contentamento)! O sete é um número de referência com múltiplos significados e importante para quem desde sempre se sentiu atraído pelo fascínio dos números e pela sua extraordinária simbologia. 

Esta caminhada que já leva 15 anos teve outras etapas marcantes. A crónica 111 nos tempos dos Estados Gerais e da construção da nova maioria. A 222 em plena primeira experiência parlamentar. A 333 no exercício de funções de planeamento e desenvolvimento regional. A 444 enquanto membro do Governo no âmbito da Administração Interna. A 555 no regresso à Universidade ou a 666 já nesta missão mobilizadora de Coordenador da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico em que a crónica 777 também surge.

Confesso que me agrada “homenagear” um número que tem estado presente nos momentos mais intensos da minha vida, dando-lhe as honras de ser o tema directo desta crónica. Poucos cronistas terão tido oportunidade duma tão longa e continuada experiência, permitindo-lhe sentir o que é escrever uma crónica com o número 777.

 Para mim, mais marcante que esta, só mesmo a crónica 1313 que hei-de escrever se houver saúde e vigor para lá chegar, daqui a uns dez anos. 2018 é já ali ao virar da esquina do tempo e nessa altura o DS há-de continuar a ser um diário de referência da nossa Região (Administrativa?) e um espaço de abertura e pluralismo.

 Sei que me arrisco, ao escrever sobre o curioso número desta crónica quando tantos temas de actualidade nos interpelam, que os leitores pensem que também eu estou a glosar a moda dos silêncios mais ou menos disfarçados de que todos falam nesta rentrée política!  

È de facto interessante perceber como na vida o mau silêncio expulsa a boa comunicação e como mesmo a mais recatada voz pode fazer brotar um intenso e nervoso ruído miudinho, como aquele que emergiu das faldas de Vide depois de Manuela Ferreira Leite lá ter quebrado o encantamento da ausência sebastiânica.

Ora aqui está como a propósito duma crónica sobre o triplo sete, já estou a escrever sobre outros “números”! O número de Manuela não lhe saiu bem, porque embora tivesse falado muito da propaganda do governo, acabou por defraudar a propaganda que a sua estratégia fez em torno do momento da desfloração da palavra! É tudo uma questão de expectativas e da sua gestão.

Sabendo disso, talvez seja temerária a minha ambição de chegar à crónica 1313! Parto para já com fôlego no encalço da 888. O oito é um número de bons augúrios económicos. Espero poder escrever nessa crónica sobre o crescimento sustentável e pujante da economia global e da nossa economia.
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