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Por mares nunca dantes navegados

Se não acontecerem, entretanto, alargamentos ou saídas da parceria, Portugal voltará a presidir ao Conselho da União Europeia no segundo semestre de 2034. Com a aceleração brutal e a complexidade acrescida que marca o mundo em que vivemos, o único prognóstico sério que podemos fazer é que não é possível prognosticar qual será a situação global, europeia e nacional nesse longínquo ano da próxima década. Uma coisa, no entanto, sabemos. As quatro vezes que Portugal foi chamado a presidir ao Conselho da União Europeia, fê-lo sempre com qualidade e reconhecida competência. Mais uma vez isso aconteceu na Presidência de 2021.

 

A este respeito, foi muito simbólico que dia 24 de junho se tenham cruzado no Parlamento Europeu, ainda que em funções diferentes, o reconduzido Secretário Geral da Organização das Nações Unidas António Guterres e o ainda à data, Presidente do Conselho da União Europeia António Costa. 

 

O primeiro era Primeiro-ministro de Portugal quando na Presidência de 2000 foi lançada a Estratégia de Lisboa, com a qual a União pretendeu tornar-se mais competitiva e mais convergente na sociedade do conhecimento. O segundo viu-se na contingência de, usando as normas do Tratado de Lisboa, aprovado na presidência portuguesa de 2007, gerir a saída do Reino Unido, o impacto da maior pandemia do século e enquadrar a mudança geopolítica decorrente das eleições americanas e dos novos equilíbrios e desequilíbrios entre as grandes potências.

 

Tem sentido e evidência histórica a ideia de que Portugal e os portugueses têm particular capacidade para desatar nós difíceis, na mesma medida em que por vezes se deixam enredar com facilidade em malhas aparentemente inofensivas. A nossa tradição milenar, mescla cultural e dimensão intermédia talvez ajude a explicar este aparente paradoxo. Não somos tão pequenos que possamos ignorar passivamente o que se passa no mundo à nossa volta, nem suficientemente grandes para pensar que podemos dominar ou controlar o que vai acontecer.

 

Temos que fazer as escolhas e as alianças certas para sobreviver e ter sucesso.Aprendemos aliás a fazê-lo desde a Fundação até aos nossos dias. Quando nos deixamos submeter a estratégias alheias, como aconteceu com o Governo de Passos / Portas, tornamos-mos irrelevantes. Quando definimos um rumo claro, como este Governo fez para presidir aos destinos da União Europeia, somos capazes de enfrentar as tempestades e navegar por mares nunca antes navegados para chegarmos e fazermos chegar a bom porto quem nos acompanha.    

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