Visto de Casa (12/04)

No tempo em que era permitido fumar em todo o lado, eu que não sou fumador, suportava perfeitamente estar em ambientes com pessoas a fumar, em cafés, em discotecas e em reuniões em que por vezes os rostos nem se distinguiam no meio do nevoeiro das baforadas. Hoje, tenho muita dificuldade em estar em ambientes com cheiro a fumo e muito mais ainda em estar perto de pessoas a fumar.

Veio-me esta fumarada à memória, quando nas minhas corridas diárias comecei a sentir com especial intensidade o cheiro das emissões dos carros com que me cruzo. Antes da pandemia, quando corria pelas ruas do meu bairro, cruzava-me com dezenas de carros, sabendo que o ar que respirava não tãosaudável como gostaria, mas tirando isso, sem sentir nenhum incómodo especial.

Agoracruzo-me com meia dúzia de carros em cada corrida, mas o fumo dos escapes agarra-se-me ao olfatode forma tenaz e custa a desaparecer. Vou ter que me readaptar, porque o futuro é dos carros elétricos e limpos, mas a transição demorará ainda uma ou duas décadas.

Ontem o aumento percentual do número de infetados em Portugal com COVID19 foi o mais baixo desde que o vírus nos assaltou. O Planalto tem lombas, mas desacelerar a progressão sem desacelerar a atenção, é a melhor maneira de nele caminhar sem percalços.

Os bons resultados relativos que temos atingidos, têm valido ao nosso País várias referências positivas nosmeios de comunicação internacionais. Sabe sempre bem ouvir elogios ao nosso País, aos nossos profissionais, às nossas instituições e ao nosso povo. Espero que continuemos a merecer reconhecimento e que a situação melhore rapidamente nos países onde se está a revelar mais complexa.

A imagem terrível e improvável dos enterramentos emvalas comuns na ilha de Hart em Nova Iorque é uma demonstração triste e trágica de como uma nação pode ser muito rica sem ser suficientemente desenvolvida,nem ter uma liderança à altura.
Ontem abordei neste diário um tema que é recorrente nas minhas ações e intervenções - O combate à exclusão social e a garantia universal de acesso às redes digitais, combinando competências, redes, equipamentos e conteúdos, em toda a sociedade e em particular no sistema de ensino. 

Em entrevista à Agência Lusa, O Primeiro-ministro António Costa anunciou como prioridade de ação do Governo, que no próximo ano escolar, além de um computador, os alunos tenham “acesso garantido à rede em condições de igualdade em todo o território nacional e em todos os contextos familiares, assim como as ferramentas pedagógicas adequadas”. Vem aí um plano tecnológico de nova geração que muito me orgulha, mas que sobretudo será muito importante para o nosso futuro coletivo.

Bom Domingo e até amanhã, com muita saúde para todos.







  
Comentários
Ver artigos anteriores...