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Propósito

 O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para ajudar Portugal a recuperar da pandemia e fazer face aos impactos da guerra mobilizou inicialmente 16 644 milhões de Euros entre subvenções e empréstimos. Recentemente esse valor foi atualizado para 22 220 milhões de euros com a soma de 2,4 milhões de Euros de subvenções e 3,2 milhões de Euros de empréstimos.

 

Face à disrupção das cadeias de abastecimento globais, à inflação e à grande concentração de investimentos por toda a Europa, que pressionam a capacidade de fornecimento de bens e serviços e a contratualização dos projetos, os Programas não têm sido fáceis de executar em nenhum País da União. Portugal com uma velocidade de execução um pouco abaixo das expetativas iniciais, é ainda assim um dos Países mais céleres a fazê-lo, tendo vindo a oscilar entre o quarto e o quinto País da União com maior capacidade no uso dos recursos.

 

O esforço e a mobilização de recursos até 2026 vai ter que ser muito forte, ao mesmo tempo que as instituições vão ter que ponderar seriamente sobre a necessidade de maior flexibilidade nos prazos, dando prioridade à qualidade e sustentabilidade dos investimentos na determinação dos calendários.    

 

Mais do que dinheiro, em Portugal e na Europa tem faltado uma máquina para o usar com sentido de urgência e capacidade de transformação. As crises sucessivas, iniciadas com a crise financeira da década passada, enfraqueceram muitas empresas e consórcios, sobretudo as redes de pequenas e médias empresas e de pequenos empreiteiros e empreendedores, o que somado à escassez de mão de obra, faz da recuperação da sua capacidade e resiliência uma das condições prévias ao sucesso de todo o Plano. Em Portugal tem faltado outra variável fundamental - um Propósito claro - um P ausente, mas que é preciso definir.

 

A nossa economia tem vindo a registar bons resultados com uma enorme ajuda do Turismo. É o posicionamento numa cadeia de valor mais elevada do nosso Turismo o nosso grande propósito? Se assim for, não é compreensível o arrastar de pés na decisão sobre o novo Aeroporto, a falta de ambição na ferrovia ou a instabilidade nas regras de alojamento e outros serviços. 

 

Tivemos em democracia momentos mobilizadores pela consolidação das instituições, pela modernização das infraestruturas básicas, pela educação, pelas energias renováveis pela requalificação profissional, pela simplificação administrativa e pela inclusão digital. Qual é o estandarte para este ciclo. Sem consensualizar um propósito agregadorna sociedade portuguesa, não haverá bazuca que chegue para provocar o impulso forte que o País precisa.    

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