A Metáfora do Ferrari
2009/05/04 12:42
| Malha Larga
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A líder do maior partido da oposição disse em entrevista recente que a decisão do governo de avançar com investimentos estruturantes como o TGV ou o Aeroporto de Alcochete se assemelhava à decisão duma família pobre e endividada comprar um Ferrari. Esta metáfora estilisticamente elegante não é no entanto inócua na sua substância e revela mais sobre o pensamento político de quem a proferiu do que parece á primeira vista!
Em primeiro lugar é uma afirmação profundamente conservadora. Corta cerce o direito à ambição de quem tem dificuldades, porque a hipérbole do Ferrari deixa implícito que a dita família o que devia era estar sossegada e não investir em nada que pudesse mudar o seu estatuto, com o argumento de que já estava endividada.
Em segundo lugar demonstra uma má compreensão do que são os projectos em análise. São projectos de fronteira em termos tecnológicos e aí talvez se assemelhem a um Ferrari, mas são projectos que criam valor, reposicionam competitivamente o país e revolucionam a sua matriz económica. A família pobre da metáfora, se decidisse comprar um terreno e as alfaias para o trabalhar, ficaria mais endividada num primeiro momento, mas conquistava a oportunidade de um dia deixar de ser pobre e criar mais riqueza para ela e para a sociedade.
A atitude transformadora e progressista é uma marca forte das políticas do PS e do actual governo. Quem proclama que são poucas as diferenças entre essas marcas e a visão implícita da líder da oposição basta reflectir sobre o sentido profundo da Metáfora do Ferrari para perceber como se engana.
É conhecida a anedota dos dois condutores, um de bicicleta e outro de Ferrari, que se encontram num cruzamento. Nalguns casos o da bicicleta pensa “ainda hei-de ter um Ferrari” e noutros que “aquele ainda há-de andar de bicicleta como eu”! A líder da oposição quer-nos todos de bicicleta e paga a pronto, o que até seria saudável e prazenteiro se todos os nossos concorrentes não estivessem já a fazer o seu caminho o mais motorizados que podem!
Em primeiro lugar é uma afirmação profundamente conservadora. Corta cerce o direito à ambição de quem tem dificuldades, porque a hipérbole do Ferrari deixa implícito que a dita família o que devia era estar sossegada e não investir em nada que pudesse mudar o seu estatuto, com o argumento de que já estava endividada.
Em segundo lugar demonstra uma má compreensão do que são os projectos em análise. São projectos de fronteira em termos tecnológicos e aí talvez se assemelhem a um Ferrari, mas são projectos que criam valor, reposicionam competitivamente o país e revolucionam a sua matriz económica. A família pobre da metáfora, se decidisse comprar um terreno e as alfaias para o trabalhar, ficaria mais endividada num primeiro momento, mas conquistava a oportunidade de um dia deixar de ser pobre e criar mais riqueza para ela e para a sociedade.
A atitude transformadora e progressista é uma marca forte das políticas do PS e do actual governo. Quem proclama que são poucas as diferenças entre essas marcas e a visão implícita da líder da oposição basta reflectir sobre o sentido profundo da Metáfora do Ferrari para perceber como se engana.
É conhecida a anedota dos dois condutores, um de bicicleta e outro de Ferrari, que se encontram num cruzamento. Nalguns casos o da bicicleta pensa “ainda hei-de ter um Ferrari” e noutros que “aquele ainda há-de andar de bicicleta como eu”! A líder da oposição quer-nos todos de bicicleta e paga a pronto, o que até seria saudável e prazenteiro se todos os nossos concorrentes não estivessem já a fazer o seu caminho o mais motorizados que podem!
Quem usa analogias põem-se a jeito para ter os seus argumentos desmontados nessa própria analogia.
Nem um comboio de alta velocidade é um carro de corridas, nem um Ferrari carrega mais que 5 pessoas.
O post é lucido. Obrigado