à Beira-Mar Embobrecidos


Com o aprofundamento da União Europeia e em particular com a integração de Portugal na zona Euro o poder de decisão é agora partilhado. Muitas das questões chave para o nosso quotidiano resolvem-se no plano europeu.

Fiel à sua história o PS é hoje o referencial de estabilidade não apenas em termos da governabilidade do País, como também no quadro da manutenção duma relação saudável de Portugal com a União Europeia. Em contraste, O PSD e o CDS são, através do seu governo, exemplos de subserviência passiva a uma visão não solidária e egoísta do processo de funcionamento da União Europeia em Geral e do Eurogrupo em particular.

Deixaram que nos tornassem reféns duma visão de regeneração pelo empobrecimento que nenhum outro País aceita com a passividade e até mesmo com a proactividade que o nosso País tem aceitado.

Portugal não tem dado nenhum contributo positivo no plano europeu e nem é sequer irrelevante. Antes pelo contrário tem sido um travão ao serviço da “chancelarina” Merkel e dos falcões da austeridade pela austeridade no seu esforço para conter um mais rápido progresso dos mecanismos de cooperação económica e financeira no quadro da União.

Este posicionamento político do Governo Português no quadro Europeu é inaceitável. É inaceitável que o Governo Português tenha sido o último a reconhecer o papel benéfico do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que o PS já reivindicava há mais de um ano, e teve impactos imediatos positivos para a Europa e para Portugal.

É inaceitável o abandono a que foram votadas todas as estratégias de crescimento e emprego no quadro Europeu. Nada se sabe de como está a ser aplicada e com que resultados a Estratégia Europa 2020 nem a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável – ENDS 2015.

É inaceitável que não seja ainda conhecida uma única prioridade estratégica para a negociação no novo quadro de ajudas financeiras, pós 2014, cuja definição já fervilha em Bruxelas com a aparente falta de comparência do Governo Português.

Mas a questão e a dúvida central é saber se este governo tem alguma política europeia que não seja a submissão acrítica aos ditames dos falcões da austeridade regeneradora.





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