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Obrigado Jorge

 A debilidade do estado de saúde de Jorge Sampaio era conhecida, mas nada nos prepara para o momento em que o desenlace se consuma. Em Bruxelas, na manhã de 10 de setembro, quando iniciava mais um dia de azáfama, a noticia chegou em cacharolete, pelos alertas, pelos amigos, pelas redes sociais. Jorge Sampaio era já uma memória, embora uma daquelas memórias potentes que fazem a história e têm lugar marcado no nosso futuro coletivo. 

 

Relatam algumas experiencias de quase morte, que a consciência entra num túnel em que revê numa fração de tempo toda a sua vida. Comigo ocorre-me, quando sou tomado por perdas de pessoas que muito me marcaram, somar à tristeza um rápido recordar de episódios e momentos vividos com essas pessoas, que esbatem e aliviam o sofrimento, porque ficarão comigo enquanto viver.  

 

Sempre tive com Jorge Sampaio uma relação de grande afeto e respeito. Um afeto e umrespeito que persistiu mesmo aos momentos em nas decisões internas do PS estivemosem lados diferentes, sobretudo quando a sua proposta de casa comum da esquerda na década de noventaque Sampaio defendia e praticou com sucesso na Câmara Municipal de Lisboa, se confrontou com a visão de António Guterres que defendeu a afirmação do PS a partir da sociedade mobilizada pelos Estados Gerais. Ambos tiveram razão. Um fez da casa comum da esquerda a base para a sua vitória em Lisboa e eleição para a mais alta magistratura da nação. O outro reconduziu o PS ao governo do País. Os líderes que se seguiram foram combinando as duas visões com sucesso, fazendo do PS de hoje uma casa de ideias e de cidadania única no panorama político português.    

 

No espaço que tenho recordo alguns breves, mas muito marcantes momentos desse túnel de memórias que aviva o meu reconhecimento e admiração por Sampaio. Estivemos ambos na primeira Delegação de Portugal no Comité das RegiõesAmbos ferrenhos Sportinguistas desenvolvemos um código para em sessões oficiais que coincidiam com os jogos do nosso clube irmos acompanhando o seu desenrolar de fora cúmplice. Na tragédia da queda da Ponte de Entre os Rios o seu papel foi determinante para que que os atores no terreno passagem da recriminação mútua à perspetiva de um futuro com dor, mas também com esperança. Enquanto Presidente da República acompanhei-o em muitas viagens internas e externas. Senti um enorme orgulho pelo reconhecimento e pela qualidade do trabalho que através da ONU desenvolveu para aproximar os povos e a compreensão entre as civilizações. Obrigado Jorge.

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