Ser ou não Ser (Parte da Solução)

Não é a primeira vez que acontece. Perante grande noticia da aprovação do financiamento da abertura do concurso para a construção em Évora do novoHospital Central do Alentejo, o quimplica obras para garantir acessibilidades e urbanização, a Autarquia eborense e a maioria CDU que a gere, em vez de procurar a melhor solução para concretizar o Protocolo assinado pelos seus antecessoresprocurou lavar as mãos como Pilatos e atirar para o governo central a responsabilidade dos referidos investimentos.

É um clássico da generalidade das autarquias CDU, sempre muito ativas no discurso de defesa de políticas de proximidade, mas tendencialmente avessas em dar o seu contributo, recusando sistematicamente propostas de descentralização de competências e fazendo-se difíceis quando é ajustado participarem na comparticipação nacional de candidaturas aos fundos comunitários estruturantes para as populações que servem.

Aproxima-se um novo ciclo de desenvolvimento regional, impulsionado pelo programa quadro de financiamento para o período 2021/2027. No Parlamento Europeu os Eurodeputados portugueses, aliados a uma clara maioria dos Eurodeputados eleitos, se esforçam por evitar cortes nas políticas de coesão e o governo português lidera o mesmo combate através do designado grupo dos países amigos da coesão. Éfundamental que os agentes no terreno sejam capazes,também eles, de um novo impulso de compromisso em rede para que a Região consiga concretizar os desafios com que se confronta.

Neste trabalho de equipa todos serão necessários. O Governo central, os organismos desconcentrados, as autarquias, os centros de conhecimentos, as empresas, as instituições de solidariedade social, a sociedade civil em geral, as alentejanas e os alentejanos e todos os que escolherem esta terra para viver e realizar o seu projeto de vida. Todos têm que ser parte da solução, mas é óbvio que pela sua missão alguns têm mais responsabilidade que outros, seja pelo impacto direto do que fazem, seja influência indireta do exemplo que dão. 

Pela capitalidade e pela centralidade, a Autarquia de Évora tem que ser uma chave de mudança e não uma barreira burocrática e política ao investimento público ou privado na Região.  Caberá aos eleitores fazer uma avaliação democrática no tempo devido, mas por agora espero que o bom senso impere e a cooperação ocorra para termos o novo Hospital a funcionar o mais depressa possível. 



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