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Bicicletas (e mobilidade sustentável)

 Ainda muito novo, quando estudava na terceira e quarta classe da escola primária em Santiago do Escoural, tinha uma bicicleta de criança que fazia o furor dos meus amigos e que me fez viver belos momentos de brincadeira, intervalando com os jogos de bola, de caricas, de berlinde, de corridas de carros em miniatura, de pião e de tantas outras formas que inventávamos para ocupar a rua nos tempos livres.

 

Mais tarde, já em Luanda, uma bicicleta quadro 24, ultimo modelo para a altura, foi uma das prendas de Natal que ainda hoje recordo com nostalgia. Regressado a Portugal comprei uma velha pasteleira que que fazia as delícias das minhas férias alentejanas. O meu périplo ciclista teve o seu cume quando com um grupo de amigos, adquirimos, já lá vão mais de 20 anos, umas bicicletas todo-o-terreno artilhadas com as mais modernas tecnologias da altura, com que fizemos grandes passeios e até algumas provas de cicloturismo.

 

Ultimamente dedico mais o meu tempo à corrida do que ao ciclismo, sobretudo por questões de facilidade logística. Mas já percebi que quando voltar a pousar, a bicicleta vai ser um auxiliar muito útil, já não apenas para o desporto e o lazer, mas também para a minha mobilidade sustentável, se ainda tiver pedalada para isso.    

 

Um pouco por todo o país estão a nascer ciclovias. Por onde quer que ande, vejo a acontecer aquilo que dantes só tinha visto em países como a Holanda ou a Bélgica. Portugal é o maior produtor europeu de bicicletas e tive recentemente a experiência de querer comprar um modelo para oferecer e os tempos de entrega serem enormes devido às encomendas. 

 

Anuncia-se que os novos programas regionais contemplarão 300 milhões de Euros para apoiar a construção de ciclovias e uma Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável com 51 medidas será posta em prática nos próximos 3 anos.  Anuncia-se também uma Estratégia complementar para a Mobilidade Pedonal. 

 

A semente caiu à terra e pegou. A bicicleta, mesmo se auxiliada por mecanismos elétricos, é um transporte limpo e saudável. É fundamental construir bem as infraestruturas que a tornem também um transporte seguro e traçar a rotas de valor acrescentado que permitam juntar a dimensão utilitária, desportiva, de lazer e de fruição do território.

 

Hoje simultaneamente útil para os menos e para os mais abastados, por razões motivações diferentes, o menos que se pode dizer da bicicleta, por razões de saúde pessoal e ambiental, é que se tornou num rico transporte. Pedalemos.

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