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A queda de um "Anjo"


 

Com uma carta tão lúcida quanto tardia, Vitor Gaspar reconheceu finalmente a derrota do seu modelo e o fracasso da experiência, que sob orientação do Ministro Alemão das Finanças, aplicou a 10 milhões de portugueses.

 

Gaspar ficará para a história. Em dois anos conseguiu desgastar uma forte aura de “anjo” salvador, mas mesmo no momento da saída, muitos lhe reconhecem que errou mas foi sério, que fez o que Passos Coelho lhe pediu para fazer e que saiu quando o Primeiro-ministro teve que escolher entre a miragem do pote com que Portas lhe continua acenar e a debilidade das convicções próprias, sobretudo fundadas em não conhecer outro caminho nem ter imaginação para golpes de asa que afastem Portugal da catástrofe económica, social e financeira.   

 

Caiu o “anjo” e Passos colocou no seu lugar uma Secretária de Estado que parecia um pilar forte do Ministério, mas que nas últimas semanas se revelou uma desilusão, salvando (?) a sua pele do processo dos Contratos de Controlo de Risco (SWAPS) a qualquer preço e alegando uma perturbante falta de memória, ela que foi uma relevante dirigente da Secretaria de Estado do Orçamento e Tesouro do Governo Socialista até alguns meses antes da mudança de ciclo.

 

 Não é a primeira vez que nestas crónicas recomendo a leitura do livro “Resgatados” escrito por David Dinis e Hugo Coelho e editado pela “Esfera dos Livros”. Nesse relato impressivo se poderá constatar como Maria Luís Albuquerque se passou da equipa de Teixeira dos Santos para o séquito de Passos Coelho, fornecendo-lhe informações preciosas para o derrube do Governo com que antes colaborara. A verdade é que quando escrevo esta crónica Maria Luis Albuquerque continua à tona, mas raramente pessoas com esta frieza de carácter acabam bem.

 

A confissão de Gaspar coloca também uma questão importante a outro “anjo” da nossa democracia. Poderá o Presidente da República continuar a tolerar o esboroar do Governo perante os seus olhos?  Não deveria aproveitar as eleições autárquicas de 29 de Setembro para devolver a voz ao povo e clarificar o caminho que enquanto nação queremos prosseguir?  

 

O “Borda de Água” já previa um verão incerto. Quente ou frio mas nunca morno. Hoje temos a prova que assim será e quem quiser forçar a tampa da panela de pressão pode ter desagradáveis surpresas. Os portugueses têm um elevado ponto de “fervura” mas quando fervem mesmo não são “anjos” nenhuns!  

 

 

 

 

 

 

 

 
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