Visto de Casa - 16/03


Gosto de comunicar. Adoro uma boa conversa. Escrever é uma forma de devolver ao mundo, com um pouco de mim incluído, tudo aquilo que ele me dá. Por isso tenho escrito prolixamente ao longo da minha vida, em registo privado e em registo público. Escrevi alguns livros e milhares de artigos em órgãos de divulgação ou de comunicação dos mais variados e adequados ao tipo de mensagem, além das múltiplas publicações de teor diverso nas redes sociais

O Visto do Alentejo, crónica publicada às segundas-feiras há mais de 1400 semanas consecutivas no Diário do Sul (hoje mesmo foi publicada a crónica nº 1401) tem sido, e espero que continue a ser por muito mais tempo, uma janela para partilhar com os meus leitores perspetivas, sentimentos, factos e análises, escritas onde quer que esteja, na terra, no mar ou no ar ou em qualquer dos 5continentes como já aconteceu, mas sempre com o olhar próprio de quem fez do Alentejo o seu território de referência e de pertença.  

Para ajudar a conter a propagação do surto de COVID19 o Parlamento Europeu não tem agenda presencial esta semana (e talvez que por mais algumas semanas, dado o tempo que se afigura necessário para conter a peste). Isso não me impede de trabalhar e de manter todas as minhas colaborações escritas e faladas através da comunicação social e das redes, operando a partir de casaSublinhando esse facto decidi iniciar hoje um efémero diário (quanto mais efémero melhor, porque será sinal que o confinamento já não será necessário) sobre como vou vendo o mundo a partir de casa.

E o que tenho para partilhar hoje, como observador atento e informado e não como especialista que não sou? Neste espaço não falarei apenas do surto, mas sendo o primeiro texto e dadas as razões que motivam esta publicação, não há como não falar dele. 

Com as exceções que confirmam a regra, os cidadãos têm-se comportado com elevado civismo, as instituições têm decidido com bom senso e visão global e os profissionais de saúde têm-se empenhado com enorme dedicação e reconhecida competência. 

A morosidade dos vários países europeus em harmonizarem procedimentos, tem sido o ponto mais frágil dum combate que não se faz por decreto, mas por ação. Hoje decorrem várias reuniões decisivas para conjugar esforços e procedimentos. A União tem que ser “maior” face à grandeza do desafio. Espero reencontrá-los amanhã, todos bem de saúde e com uma União mais forte e harmonizada no combate que todos travamos.


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