Sinais de Futuro

No inicio do ano Portugal surpreendeu tudo e todos ao conseguir um assinalável progresso no European Innovation Scoreboard (EIS 2008) afirmando-se como o quinto País da UE com maior progresso relativo e deixando a última carruagem da inovação na Europa (a dos países em recuperação) para passar a integrar uma carruagem melhor frequentada (a dos Países moderadamente inovadores). Uma carruagem onde também viajam Grécia e Itália (atrás de nós) e Espanha (lado a lado mas com menos dinâmica). Além desse progresso surpreendente Portugal lidera a dinâmica de progresso em domínios críticos como a qualificação e a investigação.

Em 21 de Maio deste ano, um outro estudo compósito veio confirmar aquilo que o EIS 2008 já tinha enunciado. O Ranking do Institute for Management and Development (IMD 2009) colocou Portugal de novo como o quinto País com mais dinâmica da UE nos ganhos relativos de competitividade, distanciado positivamente dos outros países do Sul da Europa, designadamente de Espanha, Itália e Grécia.

A estas boas notícias não faltará quem contraponha a fragilidade dos dados macroeconómicos evidenciados pela economia portuguesa. Não estamos sós nem somos os piores na quebra de crescimento e de emprego, mas temos acompanhado a tendência europeia neste período de retracção.

A evolução nos rankings da inovação e da competitividade constitui no entanto uma fonte consistente de esperança. Os Países que hoje estão bem posicionados nos indicadores de criação de riqueza e emprego qualificado, começaram por se posicionar bem alguns anos antes nos indicadores de inovação e de competitividade em que Portugal agora progride.

Estamos no bom caminho mas ainda longe duma consolidação estrutural no novo patamar! Temos que continuar a percorrer com determinação a linha reformista que iniciámos em 2005. É preciso ter bem presente esta vontade firme, para resistir às tentações de abrandar o esforço de modernização ou ensaiar soluções políticas instáveis nos próximos anos.
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