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As missões (e as tentações ) de Marcelo

  

Numa tomada de posse em que não surpreendeu, mas marcou com subtileza os parâmetros do seu segundo mandato, Marcelo Rebelo de Sousa definiu cinco missões de larga abrangência e inegável bom senso.

 

A sua primeira missão foca-se no bem supremo da democracia e da sua qualidade. Marcelo orgulha-se de podermos viver em democracia, e quer seja em democracia que o País seja capaz de vencer as mais graves pandemias, sem deslumbramentos, arrogâncias ou abuso de poder.    

 

Já na segunda missão, Marcelo finca as suas raízes no presente e defende um desconfinamento com sensatez e sucesso. Quem não o defende? embora a definição do que é sensatez e do que é sucesso, possa variar entre sectores e entre os diferentesprotagonistas.

 

Raízes bem seguras são a condição da terceira missão do Presidente, que ambiciona um bom plano de recuperação da sociedade, garantindo a sobrevivência do tecido económico e social e apelando a um uso dos fundos disponíveis com clareza estratégica, boa gestão, transparência e eficácia. Uma missão ajustada e que a todos nos convoca.

 

A quarta missão têm um caracter mais transformador e programático. Marcelo quer, como eu também quero, que a recuperação seja inclusiva e permita um combate sério às desigualdades que a crise destapou de forma chocante.

 

Finalmente, o Presidente reserva para a quinta missão a afirmação global do País, cruzando a fraternidade lusófona, a integração europeia e o relacionamento transatlântico, como condições para aprofundar a vocação portuguesa para ser uma plataforma entre culturas, civilizações, oceanos e continentes.

 

Uma coisa é o que se quer fazer e outra a forma como se faz. Revendo-me nos pilares estratégicos de Marcelo para o seu segundo mandato, desejo-lhe o maior êxito na sua concretização, porque isso significará também o melhor para Portugal e para os portugueses. Assaltam-me, no entanto duas legítimas interrogações, em que espero que o Presidente não caia em tentação.

 

Resistirá Marcelo à tentação de desafiar a frutuosa cooperação institucional que atéagora tem dado bons resultados, para ceder à pressão para abrir frechas por onde possa pouco a pouco ir recolocando a sua família política à frente dos destinos do País? 

 

Marcelo foi o grande arquiteto do referendo que atirou para as calendas a regionalização. Algumas das suas missões dificilmente se poderão cumprir sem a regionalização, que é um antídoto à desertificação, à erosão demográfica, às desigualdades e à concentração opaca de poderes. Terá Marcelo a coragem de corrigir o tiro neste segundo mandato? O País em geral e o interior em particular bem precisam desse golpe de asa.    

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