Agora os Finlandeses.

Desde o dia 1 de julho que a Presidência da União Europeia é assegurada pela Finlândia, sucedendo na função à Roménia. Segundo o calendário das instituições, no próximo ano a presidência rotativa será exercida pela Croácia no primeiro semestre e pela Alemanha no segundo.  No primeiro semestre de 2021 será a vez de Portugalexercer essa importante função

A presidência finlandesa não decorre num momento fácil. Todos os focos serão dirigidos para a constituição do novo colégio de comissários, para a definição e clarificação do programa da Comissão, para a evolução do processo do BREXIT e para as urgências quotidianas da geopolítica global em fase de grande turbulência. Contudo, numa linha mediaticamente mais recuada, muito trabalho terá que ser feito para assegurar o funcionamento da União. É por isso importante conhecer as prioridades definidas pelos finlandeses, para antevermos um pouco com o que podemos contar neste semestre.

Na sua agenda a presidência Finlandesa, cujo governo atual é uma coligação liderada pelo social democrata Antti Rinnerealça de forma apropriada os grandes temas da atualidade, propondo-se atuar no reforço dos valores comuns e do estado de direito na União e promover a inclusividade através do aperfeiçoamento do mercado comum, do reforço das qualificações e das competências e duma política comercial justa.

Propõe-se também afirmar a liderança da UE na ação global pelo clima e garantir a segurança dos cidadãos europeus no triplo plano da ação externa, da cooperação entre os Estados-membros na segurança e defesa e da proteção contra ameaças decorrentes do mau uso das tecnologias digitais.

Como em muitos outros documentos e programas, as questões mais críticas para a presidência finlandesa e também para cada um de nós, são as enumeradas no ponto designado por outros assuntos chave. Nele se refere a necessidade de avançar numa fórmula avançada e humanista de gestão das migrações, incluindo a agilização determinante do sistema de concessão de asilo para facilitar a migração legal e o reforço dos mecanismos de desincentivo das migrações ilegais.

Finalmente a presidência finlandesa propõe-se tentar finalizar no outono de 2019 as negociações no Concelho sobre o Quadro Financeiro Multianual 2021-2027, abrindo as portas para a negociação final com o Parlamento. É uma intenção generosa, mas muito difícil de concretizar. Desejo para esta prioridade e para toda a agenda, o maior sucesso aos finlandeses, que a acontecer será também o sucesso de todos os europeus.


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