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Pepe Mujica






 

Com uma população de menos de 4 milhões de pessoas e encravado entre dois gigantes (Argentina e Brasil), o Uruguai tem uma história muito interessante de resistência e sobrevivência, a que não é alheia a forma como a nação foi concebida pelos fundadores.


Também agora, num tempo de grande convulsão em grande parte da América Latina, o Uruguai embora não fique impune à quebra de preços das suas exportações e aos desenvolvimentos complexos nos seus vizinhos do Mercosul, tem conseguido manter um equilíbrio político e uma paz social que são relevantes.

 

Estive entre 19 e 22 de Setembro em Montevideu, capital do Uruguai, onde se realizou a nona Assembleia Parlamentar Eurolat (União Europeia – América Latina). No âmbito dos seus trabalhos a Assembleia passou em revista as grandes questões que se colocam no mundo atual e pôde escutar uma interessante intervenção do anterior presidente Uruguaio Pepe Mujica partilhando algumas ideias simples em que vale a pena refletir.

 

Disse Mujica que o mundo enfrenta o risco de ficar limitado a ter de escolher (e a possivelmente ter de se dividir) entre dois cenários indesejáveis. Entre uma globalização centralizada, em que muito poucos controlam a riqueza, o poder e a vida de todos, ou um nacionalismo populista que sobreviverá de acicatar os confrontos territoriais e regionais travando a cooperação pelo progresso.

 

É por isso necessário juntar esforços para que permaneça aberta uma via alternativa, que tire o melhor partido de uma globalização regulada e da afirmação saudável das identidades nacionais. Uma via que exige mais e melhor democracia e mais e melhor política.

 

Mais democracia e mais política foi a receita que Pepe Mujica partilhou com os parlamentares da Eurolat. Mais democracia significa mais participação efetiva das pessoas nas decisões e mais política implica mais capacidade de gerir conflitos procurando sínteses que beneficiem não uns grupos contra os outros, mas a comunidade em geral.

 

A política tem que ser cada vez mais a arte de gerir os conflitos a bem da sociedade, das pessoas e do planeta e não um instrumento de poder pelo poder ao serviço dos interesses de quem o detêm.

 

 O enfraquecimento da política e dos seus protagonistas Na nova sociedade global tem servido em última análise a lei dos mais fortes. Sem boa regulação política democrática, as sociedades fracturam-se, a dignidade das pessoas é colocada em causa e o planeta sofre uma pilhagem desenfreada.

 

Pepe Mujica foi um antigo guerrilheiro e presidiu ao Uruguai entre 2010 e 2015. Foi sucedido por um outro Presidente progressista e é conhecido entre outras coisas por viver de forma singela e partilhar uma parte significativa dos seus rendimentos com os mais desfavorecidos. Qualifica-se a si mesmo mesmo como um general pacifista. Uma interessante síntese, como interessante é a síntese do seu pensamento, tão atual face aos desafios que nos confrontam.  
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