Intuição



 

Estava uma noite mágica em Foros de Vale Figueira, morna e coberta dum céu límpido como só o Alentejo tem. Era sexta-feira treze. Um grupo alargado de gente jovem e outra mais madura celebrava a cidadania. Eles querem tomar nas suas mãos o destino da sua Freguesia e decidiram acompanhar Olímpio Galvão na sua disputa da Câmara Municipal de Montemor Novo. 

 

Confesso que a qualidade e a jovialidade da candidatura que apoio e integro em Montemor, me tem surpreendido de forma muito agradável. São pessoas de formações diversas e complementares bem consigo e com a vida e que num momento difícil decidiram dar tudo à sua terra. 

 

No meio da festa coube-me dizer umas palavras. Podia ter feito uma intervenção convencional. Razões não faltavam. O poder local é cada vez mais importante para suprir a devastação social que o governo central está a provocar. Menos pensões, menos saúde, menos educação, menos emprego, menos perspectivas de futuro.

 

Agora mais do que nunca o papel das autarquias locais é fundamental. Elas têm que dar respostas de proximidade àqueles que paulatinamente o Governo vai abandonando. Escolher bem a equipa que vai governar cada Concelho é não apenas um ato de cidadania, como se torna cada vez mais um ato de inteligência e sobrevivência para muitos portugueses.

 

Podia ter feito um discurso convencional mas não fiz. Abandonei as notas simples que tinha e falei da intuição. A intuição é o sal das coisas. O que cito a seguir é mera memória. Como me cito a mim mesmo penso que me perdoarão qualquer imprecisão. E então disse.

 

Os meus amigos dizem que sou muito intuitivo. É difícil dizer se têm razão. Dou-me bem com o sol e com a lua, com o vento, com a floresta e com o mar. Gosto das pessoas. Só abarcando a plenitude do mundo em que vivemos podemos perceber o rumo no meio da complexidade e encontrar o caminho no meio do caos. A intuição não dispensa o estudo aturado, o trabalho rigoroso, a verificação científica, mas dá-nos pistas, hipóteses, soluções inovadoras no meio da tempestade”.

 

Os meus amigos dizem que sou intuitivo. Há uns meses estava a almoçar quando me ligaram a desafiar para concorrer á Presidência da Assembleia Municipal do nosso Concelho. Devia ter pedido para pensar, analisar, ponderar, mas intuitivamente disse que sim.

 

Hoje que conheço melhor os desafios que temos e a grande equipa que reunimos quero-vos dizer que pelo menos desta vez os meus amigos tiveram razão. A minha intuição estava certa e diz-me que vamos fazer coisas muito boas por este Concelho e por esta Freguesia”. Acreditem que Vamos.

 

 

 

 

 

 

 
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