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Liberdade, Igualdade, Fraternidade (e Conetividade)






Os mais novos não têm dúvidas e os mais velhos já perceberam que a aceleração tecnológica mudou a forma como a sociedade se organiza e também a forma como nela temos todos que agir para atingirmos os objetivos a que nos propomos.

 

Lutar para que o maior número de pessoas possível tenha acesso às ferramentas digitais disponíveis é lutar pelos valores chave da igualdade, da liberdade e da fraternidade no século XXI, tal como lutar pela educação para todos foi a forma de lutar por esses valores nos séculos anteriores.

 

Aliás, fazer com que cada vez mais pessoas tenham a opção de estar conectadas às redes de partilha de dados, texto e voz e disponham das competências necessárias para beneficiar dos serviços públicos e privados, nelas propiciados, é apenas uma nova etapa na batalha pela educação.

 

Educação para a cidadania digital, que tem que ter como base o princípio que ninguém deve ser impedido de aceder às novas redes digitais de alta velocidade por razões económicas ou geográficas e que uma vez garantido esse acesso, todos devem poder dispor das competências para delas tirarem partido, conhecendo o seu potencial e os riscos que lhe são inerentes.

 

Na senda do Plano Tecnológico, que regressando a uma analogia histórica, foi um “Pinhal de Leiria” semeado pelos portugueses para poderem construir agora soluções e plataformas vencedoras na nova sociedade digital, o Governo lançou a Iniciativa Nacional para as Competências Digitais, com metas ambiciosas e uma visão lúcida sobre as oportunidades e as prioridades para as pessoas e para o País.

 

Nas infraestruturas e nas competências digitais Portugal compara melhor com a média da União Europeia do que na grande maioria dos outros indicadores, mas o caminho a percorrer ainda é longo e desafiante.

 

Um quarto das casas em Portugal, ainda não estão ligadas à Internet e cerca de metade da população não tem as competências digitais necessárias para, por exemplo, tirar partido dos excelentes serviços públicos online de que o País dispõe (Fomos vários anos “Campeões da Europa” nos serviços públicos disponibilizados online para as pessoas e para as empresas), gerando fenómenos de dupla exclusão e agravamento das desigualdades no acesso às oportunidades e aos bens públicos.

 

Uma outra questão relevante é o acesso a oportunidades de emprego propiciadas pelas competências digitais. Grande parte dos novos empregos exigem-nas e nalguns domínios específicos Portugal tem carência de especialistas.

 

Apostar na conetividade, que conjuga poder e saber, é uma aposta de nova geração que vale a pena. O governo está a fazer a sua parte. Cada um de nós tem que fazer as sua, preparando-se para o desafio e ajudando quem precisa a não ficar para trás.

 

 

 

 

 
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