Gorduras





Depois de tanto falar em cortar gorduras no Estado, o Governo apresentou à Assembleia da República um orçamento em que a consolidação das contas públicas é feita em 81% pelo lado da receita e 19% pelo lado da despesa.



Serão os 19% que o Governo reduz na despesa, cortes saudáveis de gordura ou talhadas nos músculos essenciais ao desempenho das funções sociais? Choca-me que o Governo associe gorduras, a serviços ou a despesas com as pessoas, sejam funcionários públicos ou sejam utentes.



Há gorduras a cortar nos quadros e nos serviços, mas um bom Governo tem que ter a criatividade de cortar gorduras que não destroem emprego, não asfixiam a economia, melhoram a balança de transações correntes e posicionam o País na vanguarda económica. Que corta - gorduras são esses? Dois exemplos. Os sistemas de informação eficientes e a eficiência energética.



No que diz respeito à eficiência energética, este Governo herdou um programa (Eco.AP) que permite economizar dezenas de milhões de Euros anuais em consumos energéticos, criando emprego e procura interna. Em que gaveta está? Deve ser retirado, adaptado e aplicado.





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