Mobilidade Positiva

Durante os próximos tempos partilharei com os leitores do Correio da Manhã este espaço, num caderno que é lido por muitas pessoas e por muitas razões, convergindo numa motivação comum – a procura de mobilidade positiva por quem contrata, por quem quer ser contratado e por quem procura antecipar tendências no mercado de emprego.

O mundo em mudança que vivemos, exige de cada um de nós um protagonismo acrescido na maneira como fazemos acontecer e aproveitamos oportunidades de realização pessoal, através duma atitude permanente de confiança, aprendizagem e acção.  

 A economia portuguesa tem vindo a viver um processo lento mas consistente de mobilidade positiva. Embora com reflexos quantitativos mitigados pela crise global, a sua base competitiva tem vindo a sofrer mudanças qualitativas assinaláveis. Mudanças que se reflectem numa maior procura de trabalhadores qualificados para os novos domínios do conhecimento e na criação de novas oportunidades para iniciativas empreendedoras.

Embora continue a haver um desajustamento quantitativo entre a oferta e a procura de emprego, provocando uma taxa de desemprego que supera ligeiramente os 7%, a taxa de activos empregados em Portugal tem subido e a modernização económica tem conseguido criar mais postos de trabalho do que aqueles que destrói.

 Nos últimos meses a criação de novos empregos conseguiu mesmo cobrir a destruição de postos de trabalho e dar resposta aos que chegaram de novo ao mercado de trabalho, o que explica a redução da taxa de desemprego verificada, em contra ciclo com a tendência europeia.

A mobilidade positiva para ser bem sucedida exige políticas fortes e determinadas, mas também o esforço conjugado das empresas e das pessoas na sua qualificação e na preparação para os novos desafios.      

Fazer Acontecer é a chave da mobilidade positiva e do progresso individual e colectivo. Será esse o lema inspirador dos textos cuja partilha semanal hoje se inicia.

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