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Soberania e Defesa

Os acontecimentos que têm posto em causa de forma violenta os equilíbrios geopolíticos nas últimas semanas, estiveram naturalmente implícitos na abordagem que a Presidente da Comissão Europeia (CE) Úrsula von der Leyen fez, no debate do Estado da União, dia 15 de setembro, perante o plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo.

 

A União Europeia (UE), é uma parceria de paz e progresso que associa 27 Estados e tem uma visão multilateral e aberta no seu relacionamento com o mundo. Para uma parceria com esta textura, acontecimentos como o do abandono inopinado do Afeganistão pelos Estados Unidos sem prévia articulação e negociação com os aliados,colocam um problema complexo e de resposta difícil, mas necessária.

 

Durante décadas a voz europeia fez-se ouvir no mundo enquanto potência relacional, dotada do “soft power” dado por uma diplomacia experiente e centrada em fortes valores partilhados. A saída o Reino Unido, a mudança do compromisso estratégico dos EUA com a proteção e segurança da UE e o agravar das tensões entre as grandes potências obriga a mudar o paradigma de abordagem. É preciso reforçar a soberania da parceria, para nos podermos continuar a abrir ao mundo com voz própria, relevância estratégica e autonomia.

 

O objetivo anunciado pela Presidente da CE de mobilizar todos os esforços e recursos para que a UE seja líder tecnológica global na produção de semicondutores, cuja falta nas cadeias de abastecimento tem estado a pôr em causa a capacidade de resposta de muitas indústrias, incluindo a europeia, é um exemplo dessa atitude. Quem ganhar a batalha tecnológica em torno dos semicondutores (chips) sairá à frente na nova era daindustrialização sustentável. É uma batalha que a UE tem que travar para ganhar.

 

Também o anuncio de um lançamento de um Portal europeu de conectividade para criar plataformas para um comércio global justo e sustentável se insere na linha de reforço da soberania como base de abertura multilateral e nas parcerias entre iguais.

 

Escolhi dois exemplos de afirmação da soberania num quadro multilateral, mas é cada vez mais claro que o reforço da aliança para a segurança e a defesa comum é inevitável. No nosso território temos conseguido assegurar a paz nos últimos 60 anos. Algumas das intervenções externas ruinosas foram explicadas pela necessidade de manter alianças de que dependemos totalmente para a nossa proteção e segurança. Temos que estar nessas alianças, mas com voz própria e poder para a afirmar. É por isso que uma União da Defesa, não para fazer a guerra, mas para defender a paz, é tão necessária.

 

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