Pensar o Alentejo

Participei ontem numa iniciativa da Federação Distrital de Évora do Partido Socialista realizada no Alandroal e que visou pensar o Distrito de Évora no contexto do Alentejo, de Portugal e da Europa.

Recordando o papel pioneiro e fundamental do Fórum Alentejo criado na primeira metade da última décadado século passado e que chamou para a vida política e cívica ativa um grande número de alentejanos de valor, propus nesse contexto, que a iniciativa ocorrida desse origem a um fórum permanente e aberto de reflexão e debate. A ideia foi bem acolhida.

No primeiro semestre deste ano começará a ser desenhado ao nível europeu o quadro financeiro s 2020 e que dará origem em Portugal ao já designado Portugal 20/30. Quando os ciclos de programação se aproximam da reta final, como está a acontecer com o Portugal 2020 e o Alentejo 2020 em termos de seleção de projetos e afetação de recursos, assalta-nos sempre a sensação de que tendo sido feito muito, ainda mais poderia ter sido concretizado. É uma sensação normal num tempo em que surgem de forma cada vez mais rápida e inesperada novas necessidades e de novos desafios.  

O futuro programa nacional terá que apostarsobretudo na inovação, na qualificação e na sustentabilidade demográfica, tendo em conta o despovoamento que ocorrerá no nosso País, e emparticular no interior, se não forem tomadas medidas determinadas e estruturais. Já o programa europeu deverá como grandes prioridades a descarbonização, a economia circular e o aproveitamento otimizado dos recursos e matérias-primas, a transformação digital da indústria, dos serviços e dos modelos de organização e a segurança.

Cruzando estas linhas de enquadramento, com as condições específicas do Alentejo, precisamos de pensar e agir de forma integrada, combinando projetos e recursos para densificar redes que sejam capazes defixar as pessoas que aqui vivem e nascem e atrair para aqui muitos outros cidadãos de diversas gerações, qualificações e experiências, unidos pela vontade de ajudar a aplicar uma estratégia de desenvolvimento boa para as pessoas, para a economia e para a preservação dos patrimónios que definem uma identidade de excelência.  

Temos que ser ainda mais ambiciosos e inclusivos, e para que isso aconteça, criar espaços de cidadania para pensar o Alentejo de forma permanente, será um contributo importante para uma concretização bem-sucedida.
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